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Malafaia diz que saída de Flávio foi ‘corretíssima’ e explica fala de 2022

Em vídeo, o pastor questionou se queriam o senador preso e acusou Moraes de perseguição; sobre a fala de 2022, diz que se referia a Bolsonaro e que mudou de opinião.

Montagem com o pastor Silas Malafaia, de terno azul, sentado e gesticulando à esquerda, e o senador Flávio Bolsonaro falando a microfones à direita
Montagem com duas fotografias de arquivo: Silas Malafaia (Palácio do Planalto, CC BY 2.0, gravada em 20/12/2019) e Flávio Bolsonaro (Senado Federal, CC BY-SA 4.0, 30/4/2026). Não é imagem do fato.

O pastor Silas Malafaia disse em vídeo publicado nas redes na quarta-feira (28) que a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil foi “corretíssima”. No mesmo dia, voltou a circular um trecho de 2022 em que ele criticava a ida de Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, e o pastor respondeu que a crítica valia para o ex-presidente e que, depois, mudou de opinião. As falas constam de reportagens do Poder360, da Rádio Itatiaia, do Correio Braziliense e da Gazeta do Povo; o Os Poderes leu as reportagens e não assistiu ao vídeo na íntegra.

O que ele disse sobre a saída

No vídeo, de 3min09, segundo o Poder360, Malafaia perguntou se queriam que Flávio ficasse no país para ser preso sem o devido processo legal. Acusou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, de perseguir Jair Bolsonaro e a direita e disse que ele age como agente político, não como magistrado.

Segundo o pastor, a Polícia Federal pediu a apreensão do passaporte de Flávio sete minutos depois de o TSE confirmar a vitória de Lula, e Moraes mandou apreendê-lo sem consultar a Procuradoria-Geral da República. Ele vê nisso um esquema armado. São afirmações de Malafaia: o Os Poderes não verificou o horário do pedido da PF nem se a PGR foi ouvida.

O que se sabe do caso

Em nota reproduzida pelo Poder360, a PF diz ter pedido ao STF, em 25 de outubro, medidas cautelares como apreensão de passaportes e proibição de sair do país, depois de identificar risco de saída, e afirma que a decisão de Moraes não autorizava prisão nem vigilância permanente (matéria sobre a nota). A defesa de Flávio disse ter combinado a entrega dos passaportes e não saber da viagem (matéria sobre a defesa). Nas fontes lidas, Moraes não se manifestou sobre as falas do pastor.

A fala de 2022

O Poder360 lembrou um trecho em que Malafaia, no documentário Apocalipse nos Trópicos, da diretora Petra Costa, diz ter discordado da viagem de Bolsonaro à Flórida, em dezembro de 2022, depois da derrota para Lula. No trecho, ele afirma que um líder fica, paga o preço e encara a cadeia, e cita a prisão de Lula em 2018. As reportagens lidas não informam quando a fala foi gravada.

Segundo a Itatiaia e o Correio Braziliense, Malafaia respondeu que a crítica se dirigia a Jair Bolsonaro, que na época pensava assim e que depois concluiu que, se o então presidente tivesse ficado, teria sido preso antes. Para ele, o trecho foi gravado antes de ter certeza de que havia perseguição.

Outros aliados e a carta

O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, também defendeu a saída do senador, segundo o Correio Braziliense, ao dizer que Jesus Cristo ensinou a se proteger de perseguições; o jornal não informa onde nem quando ele falou.

Malafaia separa a defesa da saída da avaliação da carta que Flávio divulgou dos Estados Unidos. Segundo uma coluna de O Globo, em mensagem de WhatsApp ele chamou os filhos de Bolsonaro de jumentos (matéria sobre a mensagem). À Coluna da Basília, do SBT News, disse que o senador errou o tom, que uma carta com falhas e depois corrigida tira credibilidade, e criticou o brasão usado no texto, que, segundo ele, remete à ditadura. Flávio não respondeu, nas fontes lidas.

O que falta saber

  • Flávio e a defesa não comentaram, nas fontes lidas, a fala de Malafaia nem o vídeo de 2022.
  • Não consta quando o trecho do documentário foi gravado.
  • Faltam provas, nas fontes lidas, para as afirmações do pastor sobre o pedido da PF e a consulta à PGR.

O caso integra a cobertura da saída de Flávio do país e de seus desdobramentos. O Os Poderes leu as reportagens citadas entre 11h e 12h de 29/10.

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