O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29), depois de visitar Jair Bolsonaro, que nem o ex-presidente sabia do plano de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil e que “ninguém aprovou” a carta divulgada pelo senador, segundo a CNN Brasil (texto das 11h40). Pela manhã, ao chegar ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, por volta das 9h, ele já havia dito apenas: “Não gostei”.
O que Valdemar disse depois da visita
“Nem o Bolsonaro sabia, ninguém sabia, eu também não sabia”, disse o dirigente. Sobre a saída de Flávio, afirmou que o partido compreende a situação difícil do senador, “mas não aprovamos”. Perguntado se Flávio se despedira do pai, respondeu primeiro que sim e, em seguida, se corrigiu: Flávio não contou a Bolsonaro que sairia do país. Segundo a emissora, o senador visitou o pai na segunda-feira (26), dia seguinte à eleição. Valdemar disse ainda que o objetivo agora é “tocar o partido para frente”. São falas do dirigente; Flávio e a defesa não responderam a elas, nas fontes lidas.
O que ele disse antes da visita
Na chegada, por volta das 9h, Valdemar disse a jornalistas que trataria com Bolsonaro de “muitas novidades” e de “toda a situação”, e que a conversa seria boa porque “vai dar tudo certo”, segundo a CNN Brasil (9h19). A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O conteúdo da conversa não foi divulgado.
A carta e a posição do partido
Na carta, Flávio se apresentou primeiro como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”; minutos depois, apagou a publicação e compartilhou outra versão, em que se define como “líder” do país. Manteve a acusação de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e disse que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior, segundo a emissora.
A fala de Valdemar contrasta com a de Flávio, mas é coerente com a postura anterior da direção do PL: após o segundo turno, o partido divulgou nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha, também disse que o núcleo político da candidatura não foi informado da saída do país. As reportagens lidas atribuem a Valdemar essas frases; não há, nelas, uma nota formal do PL sobre a carta.
Segundo a mesma reportagem, a viagem de Flávio teria surpreendido a cúpula do partido, e Valdemar convocou dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda. O TSE, por meio do presidente, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade. O PL aparece, ainda, entre os 21 partidos que reconheceram a vitória de Lula, segundo levantamento publicado pelo g1.
Veja também: Marinho diz que não há prova de fraude e vê ‘problema’ na carta.






















