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Valdemar diz que Bolsonaro não sabia da fuga e que ninguém aprovou a carta

Depois de visitar o ex-presidente, o presidente do PL disse que o partido compreende a situação de Flávio, “mas não aprova” a saída; antes, tinha dito apenas “não gostei” da carta.

Retrato de Valdemar Costa Neto falando ao microfone, em audiência na Câmara dos Deputados
Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, em audiência na Câmara dos Deputados, em 1º/2/2011. Foto de arquivo: Saulo Cruz/Câmara dos Deputados — CC BY 3.0. A imagem não registra a conversa de 29/10/2026 com Jair Bolsonaro. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou nesta quinta-feira (29), depois de visitar Jair Bolsonaro, que nem o ex-presidente sabia do plano de Flávio Bolsonaro de deixar o Brasil e que “ninguém aprovou” a carta divulgada pelo senador, segundo a CNN Brasil (texto das 11h40). Pela manhã, ao chegar ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, por volta das 9h, ele já havia dito apenas: “Não gostei”.

O que Valdemar disse depois da visita

“Nem o Bolsonaro sabia, ninguém sabia, eu também não sabia”, disse o dirigente. Sobre a saída de Flávio, afirmou que o partido compreende a situação difícil do senador, “mas não aprovamos”. Perguntado se Flávio se despedira do pai, respondeu primeiro que sim e, em seguida, se corrigiu: Flávio não contou a Bolsonaro que sairia do país. Segundo a emissora, o senador visitou o pai na segunda-feira (26), dia seguinte à eleição. Valdemar disse ainda que o objetivo agora é “tocar o partido para frente”. São falas do dirigente; Flávio e a defesa não responderam a elas, nas fontes lidas.

O que ele disse antes da visita

Na chegada, por volta das 9h, Valdemar disse a jornalistas que trataria com Bolsonaro de “muitas novidades” e de “toda a situação”, e que a conversa seria boa porque “vai dar tudo certo”, segundo a CNN Brasil (9h19). A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O conteúdo da conversa não foi divulgado.

A carta e a posição do partido

Na carta, Flávio se apresentou primeiro como “verdadeiro presidente eleito do Brasil”; minutos depois, apagou a publicação e compartilhou outra versão, em que se define como “líder” do país. Manteve a acusação de fraude eleitoral, sem apresentar provas, e disse que pretende comandar a oposição ao governo Lula do exterior, segundo a emissora.

A fala de Valdemar contrasta com a de Flávio, mas é coerente com a postura anterior da direção do PL: após o segundo turno, o partido divulgou nota assinada por Valdemar reconhecendo o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral. O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordenou a campanha, também disse que o núcleo político da candidatura não foi informado da saída do país. As reportagens lidas atribuem a Valdemar essas frases; não há, nelas, uma nota formal do PL sobre a carta.

Segundo a mesma reportagem, a viagem de Flávio teria surpreendido a cúpula do partido, e Valdemar convocou dirigentes estaduais para alinhar o discurso e discutir os rumos da legenda. O TSE, por meio do presidente, ministro Kassio Nunes Marques, reafirmou que as eleições transcorreram dentro da normalidade. O PL aparece, ainda, entre os 21 partidos que reconheceram a vitória de Lula, segundo levantamento publicado pelo g1.

Veja também: Marinho diz que não há prova de fraude e vê ‘problema’ na carta.

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