Oriente Médio

Trump diz que talvez tenha de destruir o resto do Irã e que “saberão em breve”

No Salão Oval, o presidente americano disse que o Irã não fará nada no programa nuclear sem aval dos EUA e admitiu que a guerra ajudou a derrota republicana nas urnas.

Retrato presidencial oficial de Donald Trump, em close, com fundo escuro e terno azul
Donald Trump em retrato presidencial oficial de 2025. Foto de arquivo: Daniel Torok/Casa Branca — domínio público. A imagem não registra os fatos desta quinta. Origem da fotografia.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (5), no Salão Oval, que o Irã “não vai fazer nada” no programa nuclear sem a aprovação americana e que talvez tenha de destruir o resto do país. “Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, afirmou, ao ser questionado sobre propostas de mediadores a respeito do futuro do programa nuclear iraniano.

O que Trump disse

  • Programa nuclear: segundo o presidente, o Irã não fará nada sem a autorização dos EUA. Ele não detalhou o que significaria “destruir o resto do país” nem quando isso poderia ocorrer.
  • Guerra e eleição: na quarta-feira (4), Trump concordou com o vice, J.D. Vance, que o conflito teve peso na derrota republicana, porque elevou o preço da gasolina no curto prazo. Disse que, se tivesse de decidir de novo, faria o mesmo, pois “a longo prazo é a única resposta”.
  • Democratas: afirmou que provavelmente se dará bem com os democratas, “a menos que queiram ser destrutivos”, e lembrou que tem poder de veto. Segundo ele, parlamentares democratas já o procuraram para conversar.

O contexto da guerra

  • Início e custo: a guerra foi iniciada por EUA e Israel em 28 de fevereiro e elevou os preços de combustíveis, passagens aéreas e a inflação geral. Fontes do Pentágono estimam que tenha custado até US$ 100 bilhões aos cofres americanos.
  • Situação atual: depois de meses de declarações contraditórias e de um acordo de cessar-fogo que fracassou, a guerra continua, em menor intensidade.
  • Opinião pública: pesquisa Reuters/Ipsos feita na véspera das eleições mostrou que 55% dos eleitores consideram que a ação militar não valeu o custo e 25%, que valeu; 18% não souberam responder. Para 48%, o custo de vida era a principal questão do voto.

A fala é uma declaração do presidente, não uma decisão ou ordem militar anunciada. A cobertura principal do dia segue sendo a crise do Paraguai; sobre os reflexos das eleições americanas na política externa, veja o que dizem analistas.

Foto de arquivo de Trump (retrato oficial de 2025); a imagem não registra os fatos desta quinta.

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