Oriente Médio

Bombardeios sauditas deixam 22 mortos no Iêmen, dizem houthis; Riad não comenta

Agência ligada ao grupo aliado do Irã diz que ataques atingiram casas na província de Saná e que equipes de resgate foram alvo; autoridades sauditas não se manifestaram. Os números não foram confirmados de forma independente.

Casas tradicionais de tijolo e gesso decorado na Cidade Velha de Saná, capital do Iêmen
Casas da Cidade Velha de Saná, no Iêmen, em 2013. Foto de arquivo: Rod Waddington — CC BY-SA 2.0. A imagem não registra os bombardeios deste sábado, que atingiram a região de Al Shariyah, na província de Saná. Origem da fotografia. Condição de uso.

Bombardeios da aviação saudita deixaram 22 mortos e 30 feridos neste sábado (7) na região de Al Shariyah, na província de Saná, no Iêmen, segundo a agência Saba, veículo ligado aos houthis, o grupo aliado do Irã que controla a área. A agência afirma que há mulheres e crianças entre as vítimas. Até a publicação, as autoridades sauditas não se manifestaram e os números não foram confirmados de forma independente.

O que a agência afirma

  • Balanço revisto: a Saba havia informado antes 11 mortos e 20 feridos; o número subiu para 22 e 30.
  • Alvos: segundo a agência, os ataques atingiram residências. Ela acusa ainda a aviação saudita de ter atacado, em duas ocasiões, equipes de resgate que procuravam sobreviventes. Trata-se de alegação de uma das partes do conflito, sem verificação independente.

Um dia depois de outro ataque

Na sexta-feira (6), dezenas de pessoas morreram em um bombardeio contra um mercado na província de Taiz, no oeste do país, cuja cidade homônima está cercada há semanas pelos houthis. As forças do governo e os combatentes houthis acusaram-se mutuamente pela autoria desse ataque.

O contexto

Houthis e forças sauditas trocam ataques diariamente desde a retomada do conflito no Iêmen, em julho, o que abriu uma nova frente na guerra no Oriente Médio depois de quatro anos de relativa calmaria. Veja o que o OsPoderes já publicou sobre o ataque houthi ao aeroporto de Riad e sobre o alerta do PMA para a falta de acesso à ajuda humanitária.

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