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Paes vai às redes por 2º turno no Rio; PT o ignora, diz newsletter

Canal de WhatsApp “Exército do Dudu” faz campanha para pressionar o STF a aceitar a tese do PSD sobre o Rio; segundo a newsletter, Lindbergh, Freixo e Benedita não aderiram e o marqueteiro de Paes está fora do país.

Retrato de Eduardo Paes sorrindo, de terno escuro, entre a bandeira do Brasil e uma bandeira branca e azul
Eduardo Paes, então prefeito do Rio, em 2024 (recorte). Foto de arquivo: Beth Santos — CC BY 3.0. A imagem não registra o fato atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), apostou nesta semana na internet para pressionar o Supremo Tribunal Federal a reconhecer que o Rio deveria ter segundo turno na eleição para o governo, mas a mobilização tem pouco apoio do PT e de aliados, segundo a newsletter semanal Jogo Político, de 7 de novembro. A informação é de bastidores; o OsPoderes não confirmou de forma independente os números de seguidores nem o relato sobre o ambiente no PT.

O que a newsletter relata

  • Mobilização digital: na quarta-feira (4), o canal de WhatsApp “Exército do Dudu”, inspirado no movimento liderado por André Janones para Lula, deu aos 263 mil seguidores a tarefa de espalhar a hashtag “49NÃOé50”. Em pouco mais de uma hora, a expressão apareceu entre os assuntos mais comentados do X.
  • O argumento da hashtag: “49” remete ao percentual de votos válidos de Douglas Ruas (PL) na votação para o governo, e “50” ao patamar que daria a vitória sem segundo turno.
  • Ruas versus Paes: segundo a newsletter, Ruas teve 49,27% e Paes, 42,76% dos votos válidos. Ruas foi declarado vencedor dias depois, quando os 274.411 votos de Anthony Garotinho (Republicanos) passaram a ser considerados nulos, depois de o TSE declará-lo inelegível. Com o novo cálculo, Ruas ficou com 50,88% dos votos válidos.
  • A tese do PSD: o partido pediu ao STF que os votos de Garotinho permaneçam na base de cálculo, porque o nome dele constava na urna. O caso está com o ministro Cristiano Zanin, que aguarda a manifestação da Advocacia-Geral da União e da Procuradoria-Geral da República. Veja a matéria sobre o pedido de parecer e a proclamação de Ruas pelo TRE-RJ.

Pouco apoio fora do PSD

Segundo a newsletter, são raros os aliados da coligação de Paes (PT, PCdoB, PV, MDB, Podemos, PDT, PSB e Cidadania) que adotaram a pauta nas redes. O marqueteiro das últimas três eleições do ex-prefeito, Marcello Faulhaber, já voltou ao exterior, onde mora, e não participa dos vídeos que circulam no Instagram, produzidos por assessores menos conhecidos e por deputados jovens do PSD, como Joyce Trindade e Renan Ferreirinha. Os atos de rua, por ora, se restringem a distribuições de adesivos pouco concorridas, como na Praça Varnhagem, na Tijuca.

No PT, lideranças como Lindbergh Farias, Marcelo Freixo e Benedita da Silva usam as redes, desde o segundo turno nacional, para celebrar a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro. A exceção citada é Washington Quaquá, que defende nova disputa contra Ruas e está em conflito declarado com o presidente do partido, Edinho Silva. A newsletter diz ainda que o deputado estadual eleito André Ceciliano trabalha para voltar à presidência da Assembleia Legislativa do Rio em 2027 e que, nas conversas dele, não existe cenário de segundo turno.

Recados a Paes e o lado de Ruas

A newsletter registra que petistas passaram a Paes o recado de que Lula estaria incomodado com a pouca campanha dele no Rio, apesar das agendas conjuntas em agosto e setembro; a avaliação é descrita como nem sempre ligada à realidade. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, tenta manter as pontes com o Planalto e fala em ter Paes entre os ministros da cota do partido, hoje com três pastas (veja a matéria sobre o PSD no governo Lula 4).

Ruas e o entorno dele passaram a acompanhar o caso com mais atenção nesta semana: durante o segundo turno, minimizaram a hipótese de derrota no STF, porque contavam com a vitória de Flávio Bolsonaro, e Ruas teve audiência recente com Zanin.

O que está pendente

  • Manifestações da AGU e da PGR no processo; prazo e data de julgamento não foram informados nas informações apuradas.
  • Decisão de Zanin: pedido do PSD ainda não decidido. Diz a newsletter que Ruas, de resto, tem dificuldade para fechar os nomes das secretarias de Fazenda e de Segurança do futuro governo.

Foto de arquivo de Eduardo Paes (Beth Santos, CC BY 3.0); a imagem não registra o fato atual.

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