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Lula quer abrir o leque para a Casa Civil e evitar “unção” de sucessor

Haddad e Camilo Santana são os mais cotados, mas, segundo fontes próximas ao presidente, a escolha de um deles poderia ser lida como indicação de herdeiro político; Gleisi Hoffmann foi sugerida por aliados.

Montagem de dois retratos: à esquerda, Fernando Haddad, de terno azul; à direita, Camilo Santana, sorrindo, de terno escuro.
Montagem de duas fotos de arquivo: Fernando Haddad, em janeiro de 2023 (Ricardo Stuckert, CC BY 2.0), e Camilo Santana, em fevereiro de 2023 (Isac Nóbrega/Ministério das Comunicações, CC BY 2.0). Origem da foto de Haddad. Origem da foto de Camilo. Condição de uso (CC BY 2.0).

O presidente Lula (PT) decidiu, segundo fontes próximas a ele ouvidas pela CNN Brasil, ampliar as opções para comandar a Casa Civil no quarto mandato. A pasta, responsável por coordenar ministérios e a relação com estados e municípios, é considerada a mais importante do governo federal.

Quem estava na disputa

Depois da vitória nas urnas, a disputa se afunilava entre os ex-ministros Fernando Haddad e Camilo Santana, ambos do PT. Haddad era o preferido antes da eleição; Camilo ganhou força ao entrar no núcleo da campanha no segundo turno e ser visto como peça importante da vitória, de acordo com a reportagem.

Por que Lula quer outras opções

A CNN Brasil relata que Lula tem dito a aliados que nomear um dos dois poderia ser entendido como uma “unção” a um sucessor. Interlocutores afirmam que o presidente está focado no último mandato e não quer antecipar essa discussão. Ele se mostra disposto a ouvir outros nomes: aliados sugeriram, por exemplo, a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que perdeu a eleição para o Senado no Paraná e está sem mandato.

Também se discute onde acomodar o peso político de Haddad e Camilo sem sinalizar sucessão. Auxiliares citam o Ministério da Segurança Pública, que só será criado se a PEC que amplia as atribuições federais na área for aprovada, e o Ministério da Educação, que ficará responsável por promessas como a escola em tempo integral para todos e o Pé-de-Meia Universitário.

O que falta saber

Nada está decidido, e as informações vêm de fontes não identificadas. Os Poderes já havia publicado que Lula deve decidir os ministérios só depois de 16/11, e uma reportagem anterior apontava Camilo como o nome para a Casa Civil. A PEC da Segurança está entre as prioridades do governo no Congresso, como mostra a matéria sobre a pauta do Planalto.

A reportagem lembra que, depois dos dois primeiros mandatos de Lula, a sucessora indicada foi Dilma Rousseff, que chefiou a Casa Civil de 2005 a 2010 e era chamada de “mãe do PAC”.

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