O presidente Lula (PT) decidiu, segundo fontes próximas a ele ouvidas pela CNN Brasil, ampliar as opções para comandar a Casa Civil no quarto mandato. A pasta, responsável por coordenar ministérios e a relação com estados e municípios, é considerada a mais importante do governo federal.
Quem estava na disputa
Depois da vitória nas urnas, a disputa se afunilava entre os ex-ministros Fernando Haddad e Camilo Santana, ambos do PT. Haddad era o preferido antes da eleição; Camilo ganhou força ao entrar no núcleo da campanha no segundo turno e ser visto como peça importante da vitória, de acordo com a reportagem.
Por que Lula quer outras opções
A CNN Brasil relata que Lula tem dito a aliados que nomear um dos dois poderia ser entendido como uma “unção” a um sucessor. Interlocutores afirmam que o presidente está focado no último mandato e não quer antecipar essa discussão. Ele se mostra disposto a ouvir outros nomes: aliados sugeriram, por exemplo, a ex-ministra Gleisi Hoffmann, que perdeu a eleição para o Senado no Paraná e está sem mandato.
Também se discute onde acomodar o peso político de Haddad e Camilo sem sinalizar sucessão. Auxiliares citam o Ministério da Segurança Pública, que só será criado se a PEC que amplia as atribuições federais na área for aprovada, e o Ministério da Educação, que ficará responsável por promessas como a escola em tempo integral para todos e o Pé-de-Meia Universitário.
O que falta saber
Nada está decidido, e as informações vêm de fontes não identificadas. Os Poderes já havia publicado que Lula deve decidir os ministérios só depois de 16/11, e uma reportagem anterior apontava Camilo como o nome para a Casa Civil. A PEC da Segurança está entre as prioridades do governo no Congresso, como mostra a matéria sobre a pauta do Planalto.
A reportagem lembra que, depois dos dois primeiros mandatos de Lula, a sucessora indicada foi Dilma Rousseff, que chefiou a Casa Civil de 2005 a 2010 e era chamada de “mãe do PAC”.






















