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PF apura se Flávio saiu do país em jatinho ligado a Willer Tomaz, diz reportagem

Segundo reportagem do Fantástico, uma linha de investigação indica voo de Brasília a San Fernando, na Argentina, em 27 de outubro; defesa e Tomaz negam.

Montagem com retrato do senador Flávio Bolsonaro à esquerda e, à direita, um jato executivo Cessna Citation Excel de arquivo
Montagem: Flávio Bolsonaro (Agência Senado, CC BY 2.0) e um Cessna Citation Excel de outra aeronave, o N834JS, em Frederick (EUA), em 2022 (foto de arquivo: Acroterion, CC BY-SA 4.0). A imagem do jato é só ilustrativa do modelo citado; não é a aeronave investigada. Origem do jato. Condição de uso.

A Polícia Federal investiga se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou o Brasil na manhã de 27 de outubro em um jatinho ligado ao amigo e advogado Willer Tomaz, segundo reportagem do Fantástico, da TV Globo, relatada pelo Poder360. A informação é uma das linhas de investigação citadas pela emissora e não foi confirmada oficialmente.

O que a reportagem descreve

  • Voo: Flávio teria pegado carona em um Cessna Citation Excel, prefixo PR-AAA, que saiu de Brasília às 5h05 de 27/10 e pousou às 8h40 em San Fernando, na Argentina, a cerca de 1.200 km de Puerto Iguazú, de onde decolou o jato que levou o senador e a família a Miami.
  • Propriedade: segundo a Anac, citada pelo Poder360, a aeronave pertence à Jet Line Locações e Serviços Aéreos, cujas sócias são a irmã e a mulher de Tomaz.
  • Família: a mulher e as duas filhas de Flávio teriam ido de Brasília a Cascavel (PR) em voo separado e cruzado a fronteira por terra, de van.
  • Lacuna: a reportagem não esclarece como o senador teria seguido dentro da Argentina; a apuração diz que teria sido de avião. Para 27/10 ela cita duas possibilidades: ele estaria na van que cruzou a fronteira à noite, como informou o governo argentino, ou teria chegado a Puerto Iguazú em voo vindo de Buenos Aires e esperado horas no jato.

O que dizem os citados

O advogado de Flávio, Frederick Wassef, afirmou em nota que nenhuma informação sobre a viagem é oficial ou foi confirmada e que há apenas uma apuração em curso envolvendo terceiros, em fase inicial, sem provas ou indícios contra o senador. A nota diz ainda: “Flávio Bolsonaro não fugiu”. A assessoria de Tomaz disse ao Fantástico ser falsa a informação de que avião dele ou de empresas da família tenha sido usado pelo senador e negou lavagem de dinheiro. Tomaz é alvo de investigação por suspeitas de lavagem ligadas a negócios com bets.

Em seu perfil no X, Flávio disse ter sido procurado pela TV Globo e que só aceitou falar se a entrevista fosse exibida na íntegra; segundo ele, a emissora preferiu não seguir adiante.

O que não se sabe

O Poder360 registra que não é possível verificar as rotas do PR-AAA: o FlightAware informa que a aeronave não está disponível para rastreamento público, a pedido do operador, e o Flightradar24 também não mostra os voos. O jornal anota que Flávio não é foragido, pois não há mandado de prisão contra ele, e que não haveria ilegalidade no uso do avião, caso isso fosse comprovado. Flávio e Tomaz estão proibidos de se comunicar por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Para ler também

Veja PF apura ajuda a Flávio na fuga e avalia pedir bloqueio de bens, diz reportagem; Willer Tomaz, investigado com Flávio, tem outras 5 casas em ilhas de Angra; Flávio cruzou para a Argentina em vans com ex-agente da Mossad, diz reportagem; e Flávio diz que emissora recusou entrevista sem cortes por ter “medo”.

Montagem com fotos de arquivo; o jato mostrado é de outra aeronave do mesmo modelo, apenas ilustrativo. A reportagem do Fantástico não foi assistida pela redação; as informações acima vêm do relato do Poder360.

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