O Ministério da Defesa da Grécia assinou em 2 de novembro, em Atenas, um contrato para comprar três aviões militares KC-390 Millennium, da Embraer, com opção para mais três. A compra é feita por um acordo de governo a governo com Portugal, que já opera o modelo. Com a Grécia, seis países da Otan já fecharam a compra do cargueiro brasileiro: Portugal, Hungria, Holanda, República Tcheca, Suécia e, agora, a Grécia.
A Embraer contabiliza a Grécia como o sétimo país europeu a escolher o avião. A conta da empresa inclui a Áustria, que não integra a Otan. Lituânia e Eslováquia, ambas da aliança, já anunciaram a escolha do modelo ou a intenção de comprá-lo, mas não aparecem na lista de compradores divulgada pela fabricante. Somadas a elas, chegaria a oito o número de países da Otan que optaram pelo KC-390.
Prazos e valor
O primeiro avião deve chegar à Força Aérea grega em 2027, com entregas seguintes previstas para 2029 e 2031. Os três aviões e o equipamento de missão custam cerca de 590 milhões de euros, valor da venda aprovada pelo governo português em outubro; a Embraer não divulgou o valor do contrato. Segundo informações divulgadas pela imprensa especializada, as três unidades virão das opções de compra que Portugal tinha no próprio contrato com a fabricante.
Portugal cuidará da produção, do recebimento e da entrega dos aviões e dará apoio logístico, transição operacional e treinamento inicial no centro do KC-390 em Beja. A empresa portuguesa OGMA participa da fabricação do modelo.
No lugar do C-130
O KC-390 vai substituir os C-130 Hercules, da americana Lockheed Martin, usados há décadas pela Força Aérea grega, inclusive exemplares da antiga versão C-130B. O avião americano foi por muito tempo o padrão do transporte militar tático nas forças aéreas da Otan, e havia interesse anterior da Grécia em comprar novos C-130J.
O KC-390 leva até 26 toneladas de carga, voa a cerca de 870 km/h e opera em pistas não pavimentadas. Também pode reabastecer outros aviões em voo, o que dará à Grécia a primeira capacidade própria de reabastecimento aéreo. O sistema de mangueiras do avião atende os caças Rafale e Mirage gregos, mas não os F-16, que usam outro método de abastecimento.
Fora da Europa, o avião foi comprado por Brasil, Coreia do Sul, Uzbequistão, Emirados Árabes Unidos e Colômbia. Em nota, a Embraer disse que a escolha grega mostra a confiança de “membros importantes da Otan” no avião.





















