Representantes do governo brasileiro torcem para que a derrota de Donald Trump nas eleições de meio de mandato torne mais fácil a derrubada do tarifaço imposto pelos Estados Unidos às exportações do Brasil, segundo reportagem. Os Republicanos perderam a maioria que tinham na Câmara e no Senado, e os Democratas também ficaram à frente na maior parte dos governos estaduais. Por enquanto, nada indica que o recuo vá acontecer, e não há certeza nem de que a reunião entre as equipes técnicas dos dois países, prevista para este mês, ocorra.
A aposta brasileira
A gestão de Luiz Inácio Lula da Silva apresentou argumentos técnicos para tentar derrubar as sobretaxas, mas, segundo a reportagem, foi ignorada até agora pela equipe de Trump. Em parceria com companhias americanas, empresas brasileiras conseguiram livrar alguns produtos e setores do tarifaço. A expectativa do lado brasileiro é que o descontentamento do eleitor americano com o custo de vida, apontado como uma das causas da derrota republicana, leve Trump a recuar ou ao menos a atenuar a amplitude das tarifas, que encareceram produtos consumidos nos Estados Unidos. É uma expectativa de negociadores, não uma sinalização da Casa Branca.
Os números
Em 2024, o Brasil exportou US$ 40,36 bilhões aos Estados Unidos; em 2025, ano em que o primeiro tarifaço foi imposto, o valor caiu para US$ 37,68 bilhões, segundo os dados citados na reportagem.
O que está em jogo além das tarifas
Lula e Trump mantêm uma relação pessoal de idas e vindas, com declarações amistosas e embates verbais. As divergências vão além do campo eleitoral e incluem a exploração de minerais críticos, a regulação das big techs e as pretensões dos Estados Unidos na América Latina. A reação de Trump ao revés nas urnas é a grande dúvida e interessa ao Brasil, que tem uma pauta extensa a tratar com Washington.
O que falta saber
- Se Trump manterá, atenuará ou retirará as sobretaxas; não há anúncio da Casa Branca nesse sentido.
- Se a reunião técnica entre os dois governos será realizada neste mês e quem a conduzirá.
Veja o balanço das eleições de meio de mandato e o efeito limitado previsto para o Brasil.
Baseada no trecho aberto da reportagem; o restante é restrito a assinantes e não foi consultado. A foto é de arquivo (maio de 2026) e não registra as negociações atuais.






















