O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou em 23 de outubro o bloqueio de até R$ 6 bilhões do advogado Willer Tomaz, investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeita de lavagem de dinheiro ligada a negócios com apostas esportivas (bets). A ordem inclui bens móveis e imóveis, aviões e barcos.
Moraes também ordenou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, a suspensão dos passaportes e a paralisação das atividades econômicas, financeiras e empresariais de todas as empresas do advogado. Coaf, Banco Central e Comissão de Valores Mobiliários (CVM) serão comunicados para cumprir os bloqueios. Os bancos deverão fornecer os dados de Willer, incluindo os da Alcazar Holdings, sediada na Ilha da Madeira, em Portugal.
As medidas vieram depois de a PF constatar que Willer viajou a Miami, nos Estados Unidos, após ser alvo, em agosto, de busca e apreensão na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Defesa e vínculo com a campanha
Em vídeo publicado em 22 de outubro, Willer disse que a estrutura apontada em reportagem do “Jornal Nacional” como “sala secreta”, encontrada pela PF em um hangar do Aeroporto de Brasília, é uma sala-cofre comercial de uma empresa de táxi aéreo da qual é sócio, usada para atender transportadoras de valores. Negou ligação do espaço com o candidato Flávio Bolsonaro (PL) e afirmou que a matéria foi publicada às vésperas do segundo turno para prejudicá-lo.
O advogado ficou conhecido durante a campanha pela amizade com Flávio, que diz manter apenas relações pessoais com ele e nega relações comerciais. Segundo o Poder360, não houve resposta da defesa de Willer sobre a decisão de Moraes até a publicação daquele texto; a Agência Brasil informa que busca contato com a defesa.






















