EUA

Juíza barra plano de Trump de enviar aos estados listas de eleitores suspeitos

Tanya Chutkan proibiu, em decisão temporária, que Justiça e Segurança Interna repassem as listas ou peçam que os votos fiquem fora da contagem; é mais um revés judicial a Trump na véspera da votação.

Retrato da juíza federal Tanya Chutkan, de toga preta, sorrindo, diante de fundo azul
A juíza federal Tanya Chutkan, em retrato oficial de 2022. Foto de arquivo: Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Colúmbia — domínio público. A imagem não registra a decisão desta segunda-feira. Origem da fotografia.

A juíza federal Tanya Chutkan impediu temporariamente, na segunda-feira (2), que o governo Trump avance em um plano que, segundo a administração, busca barrar o voto de pessoas sem cidadania americana nas eleições de meio de mandato. Ela proibiu os departamentos de Justiça e de Segurança Interna de enviar aos estados listas de eleitores que o governo considera possíveis não cidadãos e de pedir que seus votos sejam separados ou deixem de ser contados até que a cidadania seja comprovada, segundo a CNN Brasil.

O que a juíza decidiu

  • Listas: ficam vetados o envio aos estados dos nomes de eleitores registrados que o governo considera possivelmente não cidadãos.
  • Contagem: as autoridades federais também não podem pedir aos responsáveis eleitorais estaduais que separem esses votos ou os deixem de contar até a comprovação.
  • Fundamento: Chutkan afirmou que os dados do governo podem não ser confiáveis, o que cria risco de impedir eleitores legalmente registrados de votar, de acordo com a reportagem. A decisão é temporária, e o mérito do caso ainda não foi julgado.

O que pediam os autores e o que diz o governo

A ação foi movida por organizações de defesa do direito ao voto e da privacidade, que alegam violação da Lei de Privacidade de 1974, a qual restringe a divulgação de dados pessoais sigilosos pelo governo federal. Em manifestação à Justiça no sábado (31), o Departamento de Justiça afirmou que as cartas enviadas à Califórnia e ao estado de Washington faziam parte de um esforço para aplicar uma lei federal que proíbe o voto de não cidadãos e que não constituíam uma política específica sujeita a revisão judicial. Críticos dizem que a iniciativa põe em risco o direito de eleitores aptos e invade a competência dos estados sobre as eleições. O voto de não cidadãos é ilegal, e as evidências disponíveis indicam que é extremamente raro, segundo a CNN Brasil.

Uma sequência de derrotas na Justiça

A reportagem lembra que, na sexta-feira (30), um tribunal de apelações rejeitou o pedido do Departamento de Justiça por uma decisão emergencial enquanto o recurso é analisado, e um juiz federal de San Francisco mandou o órgão parar de ameaçar processar autoridades eleitorais que não cumprissem as exigências. No início desta semana, um juiz de Los Angeles negou o pedido para obrigar a Califórnia a separar cédulas de mais de 20 mil eleitores, e a Suprema Corte também rejeitou o pedido do governo.

O que vem agora

A votação é nesta terça-feira (3). Estados como a Geórgia se preparam para contestações ou interferência federal, e o dia de votação é acompanhado por Os Poderes. Os Poderes não leu a decisão da juíza nem as peças do processo; a descrição vem da reportagem, consultada na madrugada de 3 de novembro (por volta das 4h15), e o governo ainda pode recorrer.

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