Brasil

Ministro da Justiça anuncia reforço da Força Nacional em aldeias Guarani Kaiowá

Wellington César Lima e Silva visitou duas aldeias na fronteira com o Paraguai com os ministros dos Povos Indígenas e dos Direitos Humanos; denúncias de violência política cresceram após o 2º turno.

Wellington César Lima e Silva, de terno escuro, fala diante de um painel azul com as armas da República
Wellington César Lima e Silva em cerimônia em Brasília, em 3 de março de 2016. Foto de arquivo: Valter Campanato/Agência Brasil — CC BY 2.0. A imagem não registra a visita às aldeias. Origem da fotografia. Condição de uso.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou neste sábado (31) que a Força Nacional vai ampliar o efetivo e a presença em Mato Grosso do Sul para proteger aldeias Guarani Kaiowá, segundo texto da Agência Brasil republicado pelo Poder360. O anúncio ocorreu durante visita a aldeias na fronteira com o Paraguai, depois de denúncias de violência contra indígenas na região ganharem repercussão nas redes sociais.

O que foi anunciado

Além do reforço numeral, a Força Nacional vai adotar um procedimento chamado “minuto a minuto”, em que as equipes ficam no terreno, disponíveis para se deslocar a qualquer ocorrência com aparência criminosa ou grave e acionadas pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais. Segundo o ministro, o programa vai informar, por imagem e detecção do tipo de ocorrência, e sempre que possível indicar autoria e materialidade. O texto não informa quantos agentes serão acrescentados.

A visita

Lima e Silva e os ministros Eloy Terena, dos Povos Indígenas, e Janine Mello, dos Direitos Humanos, visitaram as aldeias Sassoró, em Tacuru, e Taquapery, em Coronel Sapucaia. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) contabilizou mais de 30 casos de violência, e a comitiva foi à região depois das denúncias (veja a matéria sobre os 38 casos registrados pela Apib).

O que Terena disse

A aldeia Sassoró foi alvo de uma ameaça de envenenamento da água, segundo um áudio que circulou em grupos de Tacuru; a suspeita é de que haja participação de um servidor municipal. Terena afirmou que a Polícia Federal já ouviu os suspeitos e que o monitoramento da qualidade da água será reforçado (veja a matéria sobre a admissão dos áudios por servidores). Ele disse que o ministério recebeu 10 casos depois de filtrar as denúncias, 4 deles em Mato Grosso do Sul, e que, na análise preliminar, apenas o do envenenamento tem ligação direta com crime político; os demais não foram descartados, e o ministro ressaltou que alguns casos citados ocorreram em outros momentos.

Proteção às vítimas

O Ministério dos Direitos Humanos informou que colocará o Programa de Proteção à disposição das vítimas desses casos; mais de 80 indígenas de Mato Grosso do Sul já participam do programa, segundo a pasta. As informações vêm de texto secundário, e a íntegra das falas dos ministros e o efetivo atual da Força Nacional na região não foram verificados em fonte primária.

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