O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) recebeu autorização do governo dos Estados Unidos para permanecer no país por um ano, segundo o g1, que consultou o sistema da CBP (Alfândega e Proteção de Fronteiras). Os registros mostram que ele foi admitido em uma categoria identificada pelo código “DT”, com permanência permitida até 27 de outubro de 2027. A CBP descreve o código como “autorizado a entrar temporariamente” (paroled).
O que ainda não está esclarecido
O g1 procurou a CBP para esclarecer o status do senador, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem. O tipo de visto concedido à família também não foi detalhado: na terça-feira (27), o Departamento de Estado disse que permitiria a entrada dos quatro e que concederia vistos, sem especificar a categoria. Flávio, a mulher e as duas filhas pousaram no aeroporto executivo de Opa-locka, em Miami, às 10h24 desta quarta (28), segundo o g1. O senador usou o passaporte diplomático, cancelado após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, conforme a Polícia Federal.
Asilo é outra etapa
A CNN Brasil informou que o Departamento de Estado confirmou a emissão de vistos, mas esclareceu que a autorização de entrada não equivale à concessão de asilo. Segundo a emissora, aliados disseram que o presidente Donald Trump sinalizou a possibilidade de asilo; não há pedido formal conhecido nas reportagens lidas.
A CNN ouviu advogados de imigração, e a cidadania italiana de Flávio, obtida em 2023 por descendência, foi apontada como possível obstáculo. Segundo a reportagem, em 9 de outubro o Board of Immigration Appeals (BIA), instância administrativa de recursos migratórios nos EUA, publicou decisão que cria presunção contrária à concessão de asilo a cidadãos da União Europeia, salvo circunstâncias extraordinárias. A decisão não impede o pedido nem determina que seja negado, e a eventual negativa não implica deportação automática. O g1 registra que Flávio usou o passaporte italiano para deixar a Argentina, conforme o plano de voo do jatinho.
Limites desta apuração
A informação sobre o prazo de um ano vem de uma consulta feita pelo g1 e não foi confirmada pela CBP nem pelo Departamento de Estado nas reportagens lidas; o Os Poderes não acessou o sistema. A defesa de Flávio não se manifestou sobre o status migratório nas reportagens lidas.






















