Brasil

112 países reconheceram a vitória de Lula, aponta painel do TSE

Ferramenta da Justiça Eleitoral também registra dez organizações internacionais; EUA, Argentina, Hungria e Suíça aparecem sem manifestação, e a classificação é provisória.

Edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, de fachada curva em vidro escuro, sob céu azul com nuvens, em Brasília
Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, em 15/11/2020. Foto de arquivo: Roque de Sá/Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra o painel de reconhecimento internacional. Origem da fotografia. Condição de uso.

Uma ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mapeia o reconhecimento internacional das eleições de 2026 contabilizava, até este sábado (31), manifestações oficiais e saudações de 112 países ao processo eleitoral brasileiro, segundo reportagem do Poder360. O painel também cita declarações de 10 organizações internacionais e blocos regionais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito no domingo (25), após vencer o senador Flávio Bolsonaro (PL).

O que o painel mostra

O painel traz um mapa interativo. Em verde ficam os países que reconheceram a eleição; em cinza, aqueles em que não há nenhum registro de manifestação. Segundo o Poder360, estão no segundo grupo Estados Unidos, Argentina, Hungria, Iraque, Lituânia, Tunísia, Suíça e outros. Estar em cinza significa ausência de registro na ferramenta, e não uma declaração contrária ao resultado.

Entre as organizações com manifestações registradas, a reportagem cita Asean, Opas, OEA, BID, Cepal e CPLP.

Como os dados são coletados

De acordo com a reportagem, o sistema faz varreduras automáticas a cada 15 minutos, e a última consulta registrada ocorreu às 11h45 deste sábado. O coletor busca páginas oficiais indexadas pelo GDELT, base de dados aberta em tempo real. Os reconhecimentos explícitos e as saudações entram numa fila de revisão, e a classificação e as datas dos registros são provisórias e precisam ser conferidas nas fontes originais antes do uso institucional, conforme o próprio painel.

O que falta saber

O site do TSE bloqueia acessos automatizados, e o painel não foi consultado diretamente por este portal; os números acima vêm da reportagem. A ausência dos Estados Unidos no mapa é tratada em outras matérias do site: a bancada progressista dos EUA cobrou que Trump reconheça a vitória e um relatório da embaixada americana, segundo reportagem, vê o resultado como definitivo.

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