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Gilmar diz que críticas à eleição são “levianas” e cita fiscalização do PL

Em publicação no X, o decano do Supremo afirmou que partidos, inclusive o do candidato derrotado, podem acompanhar cada etapa da auditoria das urnas; Flávio Bolsonaro alega fraude sem apresentar provas.

O ministro Gilmar Mendes, de toga, sentado no plenário do Tribunal Superior Eleitoral, com a mão no queixo
O ministro Gilmar Mendes durante sessão plenária do TSE, em Brasília, em 15 de maio de 2025. Foto de arquivo: Alejandro Zambrana/Secom/TSE — domínio público. A imagem não registra a declaração atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, classificou como “levianas” as críticas ao resultado das eleições. Em publicação no X, no sábado (7), ele escreveu que elas “apenas revelam intenções espúrias ou alheamento da realidade de quem as propaga”. O trecho divulgado não cita Flávio Bolsonaro pelo nome, mas menciona “o partido do candidato derrotado no 2º turno”, o PL.

O que Gilmar afirmou

Segundo o ministro, o processo eleitoral foi acompanhado por missões internacionais, e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) convidou dezenas de especialistas estrangeiros. Gilmar disse ainda que os partidos estão no “centro” da auditoria das urnas eletrônicas: “São eles, ao lado do Ministério Público, da Defensoria Pública e da OAB, que escolhem quais urnas serão testadas, e podem acompanhar cada etapa, da escolha das seções à conferência final”. Esse direito, afirmou, foi assegurado “a todos, da situação e da oposição, inclusive ao partido do candidato derrotado”.

O ministro encerrou dizendo que a Justiça Eleitoral construiu “uma reputação de excelência, reconhecida por organismos internacionais, que não será tisnada por aleivosias como essas”.

O contexto

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) perdeu o segundo turno, em 25 de outubro, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nos últimos dias, em entrevistas, o senador tem alegado que a eleição foi fraudada, sem apresentar provas; o TSE sustenta que o processo foi regular. A fala de Gilmar é posterior a esses questionamentos, mas a publicação não indica a qual declaração específica responde.

A pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (8), com 2.004 entrevistas feitas de 30 de outubro a 2 de novembro e margem de erro de dois pontos percentuais, mostra que 59% dos brasileiros rejeitam os questionamentos de Flávio ao resultado, e 34% os aprovam. Em dezembro de 2022, 61% rejeitavam as críticas de Jair Bolsonaro às urnas, segundo a divulgação. A mesma pesquisa apontou que 62% consideram errada a saída de Flávio do país e embasou a primeira avaliação do governo Lula depois da eleição.

O que falta

O texto da publicação no X foi apurado pelo OsPoderes por meio de sua reprodução em reportagem; a conta do ministro não foi acessada diretamente. Não há, até a publicação desta matéria, resposta de Flávio Bolsonaro ou do PL à manifestação de Gilmar Mendes nas informações apuradas.

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