O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falará em rede nacional de rádio e TV às 20h30 deste domingo (8), no primeiro pronunciamento depois da reeleição, segundo reportagem sobre o texto preparado no Palácio do Planalto. Ainda de acordo com essa apuração, o discurso terá tom de “day after”, voltado a pacificar o país após a disputa com o senador Flávio Bolsonaro (PL), e nenhuma medida de ajuste fiscal será anunciada agora, apesar da pressão do mercado. O conteúdo ainda não foi ouvido: o que segue é o que se espera, e esta página será atualizada com o que o presidente efetivamente disser.
O que está previsto
- Duração e horários: 7 minutos e 44 segundos. Na TV, às 20h30 de domingo; no rádio, às 7h30 de segunda-feira (9). O texto foi gravado na quinta-feira (5).
- Agradecimento: aos 64.256.232 votos recebidos no segundo turno, em 25 de outubro, com menção à mobilização de homens, mulheres e jovens e aos idosos que foram às urnas.
- Economia: compromisso com “responsabilidade fiscal” e equilíbrio das contas, sem detalhes do que será feito no quarto mandato; destaque para o que foi feito na retomada do crescimento; reafirmação de que o Orçamento de 2027 foi entregue com superávit; programas sociais consagrados seguem no mandato.
- Juros: por pedido do próprio Lula, o texto ganhou uma crítica à taxa de juros alta. Ele alterou a versão original, e o discurso cresceu por causa desses acréscimos.
O que fica para depois
As medidas para estabilizar a relação entre a dívida e o PIB só serão apresentadas ao presidente pela equipe econômica na segunda quinzena de novembro, após a viagem que Lula faz a partir de segunda-feira à Turquia, para a COP31, e às Filipinas, para a cúpula da Asean. Na volta, ele deve convidar empresários a uma nova reunião no Alvorada. Sobre o conteúdo em estudo, veja o que o governo estuda e o que descarta.
A equipe do quarto mandato também segue indefinida. O ministro da Fazenda atual, Dario Durigan, foi elogiado em reunião a portas fechadas na quinta-feira, e comenta-se que pode permanecer por mais tempo, mas nada está decidido, segundo a reportagem. O nome do titular da pasta no próximo governo continua em aberto, e o anúncio da nova equipe deve ficar para meados de dezembro. A mesma reunião teve críticas à interrupção do ciclo de queda dos juros pelo Banco Central, e os economistas presentes alertaram contra a polarização entre ajuste fiscal e programas sociais.
O quadro político em que o discurso ocorre inclui a aprovação de 48% e desaprovação de 44% do governo, na primeira pesquisa Quaest após a eleição.





















