O Uruguai reconheceu a regionalização sanitária e retomou, na sexta-feira (6), as importações de produtos avícolas brasileiros de todo o país, exceto da área sob restrição em Santa Catarina. Com a decisão, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), nenhum parceiro comercial mantém restrições a produtos avícolas de todo o território nacional: as limitações que restam valem para Santa Catarina, onde ocorreram os focos da doença de Newcastle.
O que diz o governo
- Prazo: o Brasil reverteu em 19 dias as restrições de abrangência nacional, contados do primeiro foco, confirmado em 18 de outubro em uma granja comercial de perus em Nova Itaberaba (SC). Na ocorrência de 2024 no Rio Grande do Sul, confirmada em 18 de julho, o mesmo resultado levou 74 dias, até 30 de setembro.
- Impacto restante: as restrições passam a corresponder a cerca de 15 mil toneladas por mês, aproximadamente 3% da média mensal exportada, de cerca de 500 mil toneladas.
- Países com restrição a Santa Catarina: onze ainda mantêm barreiras a produtos avícolas do estado, e o governo diz buscar que as medidas se limitem à área efetivamente afetada, conforme princípios da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). A China, segundo o ministério, revisou sua decisão em menos de 24 horas.
- Área de restrição: municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim; o Mapa não autoriza exportação de produtos dali, por compromissos internacionais de saúde animal.
Os focos e o consumo
Depois do primeiro foco, em Nova Itaberaba, houve outros três na região: Coronel Freitas, em 24 de outubro, e Nova Erechim, em 26 de outubro e 3 de novembro, todos dentro da área de restrição já estabelecida. O governo declarou emergência zoossanitária por 60 dias nos quatro municípios e determinou eliminação das aves nas propriedades afetadas, limpeza e desinfecção e reforço da vigilância. O ministério reitera que o consumo de produtos avícolas com inspeção oficial é seguro, sem contraindicações.
O que é balanço do governo
Os prazos, o percentual de exportações afetado e a leitura de que o resultado vem da articulação do Mapa, da Secretaria de Defesa Agropecuária e do Itamaraty são do próprio governo e não foram confirmados de forma independente pelo OsPoderes. Nas informações apuradas, não há manifestação pública do governo uruguaio com os termos da decisão, e o ministro André de Paula atribui o resultado ao trabalho técnico e à negociação com as autoridades estrangeiras.
Foto: caixas de frango embalado para exportação em Boituva (SP), em janeiro de 2020, imagem de arquivo (Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP, CC BY 2.0); a imagem não registra a decisão do Uruguai nem Santa Catarina.





















