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Paraguai inicia 2ª fase de pagamentos do Ueno; 670 mil contas ainda esperam

Banco Central diz ter ressarcido 1,2 milhão de clientes até sexta (6); nova etapa cobre depósitos de 10 a 121 milhões de guaranis, e outra é esperada para segunda (9).

Edifício-sede do Banco Central do Paraguai visto de longe, com fachada clara sob céu escuro e árvores em primeiro plano
Edifício do Banco Central do Paraguai, em Assunção, em 2014. Foto de arquivo: Cmasi — CC BY-SA 3.0. A imagem não registra os pagamentos atuais. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Banco Central do Paraguai iniciou neste sábado (7) a segunda etapa de ressarcimento de clientes do Ueno Bank. Segundo a autoridade monetária, 1,2 milhão de clientes já haviam recebido seus valores até sexta (6), e cerca de 670 mil contas ainda aguardam pagamento. Os números são do BC paraguaio e não foram confirmados de forma independente pelo OsPoderes.

Como funcionam as etapas

  • Primeira fase: depósitos de até 10 milhões de guaranis, cerca de R$ 8,8 mil na conversão divulgada. Até sexta, foram pagos aproximadamente 995 bilhões de guaranis, equivalentes a R$ 875 milhões.
  • Segunda fase (iniciada no sábado): depósitos de 10 milhões a 121 milhões de guaranis, ou de cerca de R$ 8,8 mil a R$ 107 mil.
  • Próxima etapa: o BC espera abrir nova rodada de pagamentos na segunda-feira (9).

Nas duas fases, o cliente não pode ter dívidas com a instituição e precisa ter conta em outro banco paraguaio. O presidente interino do BC, Pedro Acosta, afirmou que 60% dos clientes já foram ressarcidos.

Efeito no comércio

Comerciantes de Ciudad del Este, perto de Foz do Iguaçu, relatam queda nas vendas, porque o dinheiro retido deixa de circular, segundo a reportagem consultada. O efeito atinge também quem não tinha conta no Ueno.

O contexto

O colapso do banco levou à destituição do ex-presidente Santiago Peña, que teve a prisão preventiva decretada neste sábado, e a uma denúncia da Itaipu Binacional contra dirigentes do Ueno. A acusação contra Peña não é condenação; ele nega os crimes. Os detalhes estão na matéria sobre a crise do Ueno e a prisão de Peña.

Foto de arquivo de 2014; a imagem não registra os pagamentos atuais.

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