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Peña pede mais 72 horas ao Senado para preparar defesa no impeachment

Presidente alega que menos de 12 horas após a notificação seriam insuficientes; sessão do Senado estava marcada para as 10h (Brasília), e o aceite do pedido não foi informado.

Santiago Peña, presidente do Paraguai, de terno escuro e faixa vermelha, diante de dois microfones
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, em Taiwan, em 8 de maio de 2026. Foto de arquivo: Presidência de Taiwan (總統府) — CC BY 4.0. A imagem não registra o julgamento atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu ao Senado uma prorrogação de 72 horas para preparar sua defesa no processo de impeachment. A sessão que ouviria a defesa estava marcada para as 10h desta sexta-feira (6), no horário de Brasília. Até a redação deste texto, não havia informação sobre se o Senado aceitou o pedido.

O argumento de Peña

  • Prazo: Peña diz ter sido notificado às 22h15 de quinta (5), com uma acusação de 15 folhas e mais de 300 páginas de anexos. Segundo ele, um período de menos de 12 horas para preparar a defesa seria insuficiente nos padrões de um Estado democrático de direito.
  • Destinatário: o pedido foi dirigido ao presidente do Senado, Basilio Núñez, que enviou a carta à imprensa brasileira.
  • Efeito: o pedido pode adiar a votação, que exige 30 dos 45 votos (dois terços) para afastar o presidente. Núñez já havia dito que o julgamento não deveria terminar em um só dia.

Onde está o processo

A Câmara aprovou na quinta a abertura do julgamento, mesmo depois de Peña anunciar a renúncia, e rejeitou, por 48 votos a 30, o pedido contra o vice-presidente Pedro Alliana, que está posicionado para assumir. A sessão conjunta que analisaria a renúncia foi suspensa por falta de quórum, depois que parlamentares governistas deixaram o plenário; a renúncia segue sem aceite do Congresso, e Peña continua formalmente no cargo.

Peña é acusado por parlamentares de negligência e de outros atos ligados ao colapso do Ueno Bank, banco do Grupo Vázquez, do qual foi acionista até março de 2025. São acusações políticas, ainda não julgadas. O presidente afirmou que os responsáveis responderão à Justiça, “sem exceções”.

Acompanhe a cobertura completa do julgamento e a matéria sobre o paradeiro de Peña, que a oposição diz ter deixado o país, o que o governo argentino nega ter registro.

Foto de arquivo de Santiago Peña, em Taiwan, em maio; a imagem não registra o julgamento.

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