Sete pessoas foram detidas na noite de quinta-feira (5), em Assunção, depois que uma agência do Ueno Bank no centro da capital paraguaia teve a fachada depredada durante os protestos contra o presidente Santiago Peña e a favor do impeachment. Um policial foi ferido na cabeça e levado ao Hospital de Polícia, segundo o relato da imprensa paraguaia.
O que se sabe
- Como começou: por volta das 23h (horário local), um grupo deixou a área do Congresso Nacional, onde os manifestantes se concentravam, e seguiu por ruas do centro. Na agência do Ueno, pedras e outros objetos foram lançados contra a fachada e os vidros foram quebrados.
- Policial ferido: o suboficial Néstor Damián Araujo Martínez, de 26 anos, foi atingido por um objeto contundente.
- Detidos: são seis homens adultos, de 18 a 28 anos, e um adolescente de 17. Um dos adultos tem antecedentes por furto, segundo o relatório policial. Todos seguiam na delegacia, por suposta participação em danos a bens privados e outros atos.
- Versão da polícia: o comissário Humberto Franco disse que, por volta de 0h45 de sexta (6), a situação no centro estava mais tranquila. Questionado se os incidentes teriam sido provocados por quem não fazia parte do protesto, afirmou que alguns manifestantes disseram que os envolvidos chegaram ao local com outros objetivos. Isso é relato de manifestantes repassado pela polícia, não apuração independente.
Contexto
Os protestos foram desencadeados pela quebra do Ueno Bank, que congelou os recursos de mais de 2,9 milhões de clientes, quase metade da população paraguaia, e investimentos de instituições públicas. Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025, e a oposição aponta conflito de interesses e acobertamento por parte do Banco Central, cujo presidente, Carlos Carvallo, deixou o cargo; essas são alegações políticas que estão em julgamento no Congresso.
Nesta sexta (6), às 10h no horário de Brasília, o Senado paraguaio realiza a segunda das cinco sessões previstas para o julgamento político de Peña, quando o presidente ou sua defesa devem apresentar os argumentos. Veja o resumo completo da crise, a denúncia criminal da oposição e o dinheiro público retido no banco.
Foto de arquivo do centro de Assunção, capital do Paraguai; a imagem não registra os protestos desta quinta.





















