Brasil

Lula deve escolher nome de Dino para o TRF-1 e contrariar Nunes Marques

Segundo coluna, Planalto planeja resposta ao presidente do TSE na vaga do Tribunal Regional Federal da 1ª Região; Lula não tem prazo para decidir.

Montagem de duas fotos: à esquerda, o ministro Flávio Dino, de óculos e gravata azul, em sessão do STF; à direita, o ministro Kassio Nunes Marques, de toga, sentado em cadeira de couro.

Montagem com duas fotos de arquivo: Flávio Dino (Gustavo Moreno/STF, 9/9/2025, uso livre com crédito) e Kassio Nunes Marques (Marcos Corrêa/PR, 5/11/2020, CC BY 2.0). As imagens não registram a disputa pela vaga no TRF-1. Origem da foto de Dino. Origem da foto de Nunes Marques. Condição de uso (Nunes Marques).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja responder ao ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, escolhendo para uma vaga no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) o candidato apoiado pelo ministro Flávio Dino, e não o de Nunes Marques, segundo a coluna de Malu Gaspar, em O Globo, desta terça-feira (3). A informação é atribuída a integrantes do governo ouvidos pela coluna.

O que diz a coluna

  • Motivo: Lula estaria irritado com a postura de Nunes Marques à frente do TSE na campanha. A resposta do Planalto, segundo a coluna, deve vir nos próximos dias, com a definição da vaga.
  • A disputa: Nunes Marques e Dino disputam a indicação nos bastidores. Em fevereiro, o TRF-1 formou a lista tríplice com os juízes federais Fausto Mendanha (31 votos na votação interna), Itagiba Catta Preta Neto (27) e Henrique Gouveia da Cunha (24). Mendanha é o candidato de Dino; Gouveia atua como juiz auxiliar de Nunes Marques no STF há mais de três anos.
  • Por que a vaga importa: sediado em Brasília, o TRF-1 funciona como segunda instância revisora de processos contra políticos e empresários que tramitam na Justiça Federal do Distrito Federal. A coluna o descreve como corte sob influência de Nunes Marques, que foi desembargador ali antes de ir ao Supremo.
  • Antes da eleição: a disputa era considerada acirrada, e o Planalto não dava sinal de pressa, já que Lula não tem prazo para decidir.
  • Aproximação anterior: ao longo do mandato, Lula vinha se aproximando de Nunes Marques, relator de casos prioritários do governo, como a ação do Planalto contra a privatização da Eletrobras, e indicou ao STJ um antigo colega dele no TRF-1, Carlos Pires Brandão.

O que não está confirmado

Trata-se de informação de bastidor de uma coluna, atribuída a fontes anônimas do governo. A indicação ainda não foi feita: a escolha cabe a Lula, a partir da lista tríplice. O trecho da coluna lido na apuração não traz manifestação do Planalto, de Dino ou de Nunes Marques, e o Os Poderes não obteve confirmação independente.

Nunes Marques já é alvo de críticas pela condução do TSE na campanha; veja Gilmar critica condução do TSE e cobra postura de árbitro equidistante.

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