O entorno de Lula afirma que o presidente só deve começar a decidir a composição do ministério do quarto mandato depois de 16 de novembro, quando voltar da viagem à Turquia e às Filipinas, segundo reportagem do jornal O Globo publicada neste domingo (1º), às 11h57 e atualizada às 12h20. Lula participará da COP31, em Antália, e da cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), em Cebu; a agenda já está detalhada em outra matéria.
Nomes citados
O jornal ressalva que se trata de nomes especulados no entorno do presidente ao longo da semana, e não de decisões.
- Segurança Pública: a criação do ministério é promessa de campanha e depende da aprovação da PEC da Segurança no Senado, marcada para terça (3). Interlocutores dizem que nenhum nome foi sondado, mas citam o promotor Lincoln Gakiya e o senador Camilo Santana (PT-CE).
- Fazenda: o governador do Piauí, Rafael Fonteles, passou a ser cotado depois da eleição; o vice Geraldo Alckmin (PSB) também aparece, segundo o jornal.
- João Campos (PSB): aliados o consideram nome certo no governo, ainda sem pasta definida; o PSB poderia pleitear Ciência e Tecnologia.
- Casa Civil: Camilo Santana também é cotado, e o nome de Fernando Haddad, antes tido como quase certo, perdeu força depois da derrota em São Paulo. Aliados dizem que ele não quer voltar à Fazenda nem à Educação, considera retomar as aulas na USP e passou a ser lembrado para o Itamaraty.
- Secom: o deputado André Janones (Rede-MG) tem o nome ventilado, mas diz que não recebeu convite e que considera mais útil seguir no Congresso.
Defesa e Forças Armadas
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, está decidido a deixar o cargo, segundo a reportagem. Também está prevista a troca no comando das Forças Armadas: os comandantes da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, e da Marinha, Marcos Sampaio Olsen, e o do Exército, general Tomás Paiva, já sinalizaram às tropas que querem sair a partir de janeiro de 2027. Paiva poderia ser deslocado para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), diz o jornal. Sobre a sucessão de Múcio, o Os Poderes já havia publicado outra reportagem.
Quem pode ficar
Ministros bem avaliados podem permanecer, ainda que em outras funções: Esther Dweck (Gestão), Leonardo Barchini (Educação) e Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário). Lula também poderia acomodar Gleisi Hoffmann (PT-PR), derrotada na disputa ao Senado, e José Guimarães, que ficou no governo a pedido do presidente e não concorreu, segundo o jornal.
O que falta
Nada foi anunciado pelo Planalto. As informações vêm de interlocutores e aliados não identificados, relatados pelo jornal, e o Os Poderes não as confirmou de forma independente.





















