Governo

Lula busca novo ministro da Defesa; Múcio indica Cinara Fredo, diz reportagem

O presidente busca novo nome para a Defesa após Múcio avisar que não poderá continuar; a secretária-geral Cinara Fredo é a indicada dele, mas Lula ainda não decidiu, segundo reportagem.

O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, de terno cinza, caminha diante de militares perfilados com bandeiras durante a cerimônia do Dia da Vitória, no Rio de Janeiro.
O ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, passa a tropa em revista no Dia da Vitória, no Rio de Janeiro, em 8/5/2023. Foto de arquivo: Marinha do Brasil — CC BY-SA 2.0. A imagem não registra o anúncio de sua saída. Origem da fotografia. Condição de uso.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procura um novo nome para comandar o Ministério da Defesa no quarto mandato. Segundo o Estadão, o atual ministro, José Múcio Monteiro, disse a Lula que não poderá continuar no cargo e, a pedido do presidente, indicou a secretária-geral da pasta, Cinara Wagner Fredo. Até agora, de acordo com o jornal, Lula não decidiu.

Os nomes em avaliação

O Estadão relata que aliados de Lula consideram importante, no momento político atual, ter uma mulher civil à frente das Forças Armadas. O presidente, porém, ainda ouve outras opiniões, como as do senador Camilo Santana e do governador do Piauí, Rafael Fonteles, ambos próximos dele na campanha.

Ainda segundo a reportagem, um grupo de ex-ministros da Defesa formado por Jaques Wagner, Nelson Jobim e Celso Amorim busca o apoio de Fonteles e de Santana a um nome alternativo ao de Múcio. Para esse grupo, o escolhido precisa ter bom trânsito nas Forças Armadas e conhecer a área. Cinara Fredo é formada em Direito, tem mestrado em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas e especialização em política, estratégia e altos estudos de defesa pela Escola Superior de Guerra, informa o jornal.

Outro nome citado é o da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha. Segundo o Estadão, pesaria contra ela o pouco conhecimento de geopolítica e de temas de defesa; petistas a lembram, em geral, como alternativa para uma das vagas do Supremo Tribunal Federal que Lula deverá preencher.

Orçamento apertado

O Estadão lembra que a pasta enfrenta falta de verbas. Nesta semana, segundo a reportagem, o governo cancelou R$ 226,51 milhões em dotações do Ministério da Defesa e das Forças Armadas, remanejados para benefícios assistenciais, como o BPC, e para a oferta de medicamentos do SUS. O almirantado já informou que os cerca de R$ 1,48 bilhão previstos para o submarino nuclear no projeto de orçamento de 2027 são insuficientes; o prazo de entrega do submarino foi adiado para 2038. Na Força Aérea, o jornal diz que 11 dos 36 caças Gripen previstos estão em operação, e que programas do Exército, como mísseis, drones e defesa antiaérea, avançam devagar.

Múcio já havia descrito a situação em termos duros: em agosto, ao ser questionado sobre uma hipotética invasão americana, disse que preferiria “abrir o portão”, por falta de equipamento, segundo o Estadão.

O que está pendente

Não há decisão anunciada nem confirmação oficial do Palácio do Planalto ou do Ministério da Defesa nas fontes consultadas. A informação é de reportagem do Estadão e os nomes citados são cotados, não escolhidos.

Últimas

Em perspectiva

Mais notícias