Congresso

Tabata defende Alckmin na Fazenda e diz querer disputar SP em 2028

Deputada do PSB diz que Alckmin concilia o fiscal e o social, afirma que a escolha é de Lula e cita desejo de voltar a disputar a Prefeitura de São Paulo.

A deputada Tabata Amaral discursa ao microfone no plenário da Câmara dos Deputados, com a bandeira do Brasil ao fundo
A deputada Tabata Amaral discursa na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2019. Foto de arquivo: Alexandre Amarante — CC BY-SA 4.0. A imagem não registra a entrevista atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) defendeu que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) assuma o Ministério da Fazenda no quarto mandato de Lula e disse que voltar a disputar a Prefeitura de São Paulo em 2028 é um desejo seu e do partido, sem decisão tomada. As falas são de entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada no sábado (31) e relatada pelo Poder360. Este portal leu o texto do Poder360, não a entrevista original.

Alckmin na Fazenda

Segundo o relato, a deputada afirma que Alckmin reúne experiência política e uma visão que concilia responsabilidade fiscal e políticas sociais. Citou a passagem dele pelo governo de São Paulo e a atuação nas negociações sobre as tarifas impostas por Donald Trump. Sobre o peso do seu apoio, respondeu: “Eu defendo. Agora, importa minha defesa? É uma decisão do presidente Lula”. Ela negou que a defesa signifique tentativa de ampliar a participação do PSB no governo por meio de cargos.

Outros nomes circulam para a pasta: o governador do Piauí, Rafael Fonteles, aparece como o mais cotado, e Lula ainda não confirmou convite a ninguém.

Ajuste das contas

Tabata defendeu rever benefícios fiscais, reduzir emendas parlamentares e enfrentar os supersalários do setor público, e disse que o ajuste não deve comprometer serviços essenciais.

São Paulo em 2028

Em 2024, a deputada ficou em 4º lugar na disputa pela Prefeitura, com 9,91% dos votos válidos, segundo o Poder360. Agora diz que a nova candidatura depende de articulações e do trabalho na Câmara. Ela criticou o prefeito Ricardo Nunes (MDB): questionou a redução da frota de ônibus durante o segundo turno e acusou a gestão de mobilizar servidores em favor de Flávio Bolsonaro. Pelo relato, a Prefeitura, procurada pelo Estadão, não havia se manifestado até a publicação. Tabata também afirmou que “São Paulo não é bolsonarista” e que Lula teve cerca de 800 mil votos a mais na capital entre os dois turnos; os números não foram conferidos por este portal.

Regras para as plataformas

A deputada disse que um grupo de trabalho discutirá, a partir da próxima semana, novas regras para redes sociais em eleições, com transparência sobre financiamento de publicações e sobre o funcionamento dos algoritmos, e que a intenção é votar o tema ainda nesta legislatura. Ela afirmou acreditar que mecanismos de recomendação favoreceram candidaturas ligadas ao bolsonarismo, mas, segundo o Poder360, não apresentou dados que comprovassem interferência deliberada.

Limites desta verificação

As declarações são da deputada e as acusações à gestão municipal não foram verificadas de forma independente. Nem a Prefeitura de São Paulo nem as plataformas digitais tiveram resposta no material lido.

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