Cerca de 320 mil pessoas participaram neste sábado (31) das manifestações contra o alto custo de vida na França, segundo o Ministério do Interior, que descreveu a situação como “em geral, calma”. A informação é de O Globo, em texto atualizado às 13h41 (horário de Brasília), com base na AFP. O número ficou abaixo do que o governo esperava ao mobilizar 70 mil integrantes das forças de segurança.
O balanço até aqui
Segundo O Globo, até o início da noite não havia grandes confrontos, e a polícia fez 27 prisões, bem menos que as 217 da semana anterior. Em Paris, cerca de 70 mil pessoas foram às ruas. Uma fonte policial citada pelo jornal esperava 350 ações de protesto, com 350 mil a 450 mil participantes; outra fonte ouvida pela AFP chegou a falar em “clima pré-insurrecional”. Em 17 de outubro, estimativas apontaram entre 550 mil e 800 mil pessoas nas ruas, com saques, incêndios em prédios públicos e confrontos. São dados de governo e de fontes policiais; não há contagem independente nas fontes lidas.
O esquema de segurança
De acordo com o Poder360, que publicou às 12h52 sobre a mobilização, havia cerca de 150 atos previstos e as manifestações reúnem estudantes, sindicatos e integrantes do movimento dos “coletes amarelos”. O dispositivo inclui drones, helicópteros e veículos blindados, e mais de 40 estações de metrô e de trens metropolitanos têm funcionamento restrito. Paris decretou toque de recolher em alguns setores das 23h às 6h nas noites de sábado para domingo e de domingo para segunda-feira. O Poder360 informa que os protestos já deixaram ao menos um manifestante morto e cerca de 1.200 agentes feridos; este portal não encontrou, nas fontes lidas, detalhes sobre essas ocorrências nem balanço oficial.
O trajeto mudou por decisão do Conselho de Estado
A principal manifestação marcada para Paris teve o local alterado depois de decisão do Conselho de Estado, a mais alta instância administrativa francesa. O percurso previsto passava pelo centro da capital e foi trocado por um itinerário entre a Porta de Bagnolet e a Porta de Charenton, na periferia. O Conselho citou um “risco muito elevado de novos distúrbios graves à ordem pública”. Segundo o Poder360, o ato havia sido autorizado em parte por um tribunal administrativo de Paris, mas o governo recorreu, e o Conselho deu razão à prefeitura e ao Ministério do Interior.
O que ainda não se sabe
As fontes lidas não trazem balanço final do dia, número de feridos de sábado nem a resposta do governo às reivindicações. O número de 320 mil é do Ministério do Interior; os organizadores podem divulgar estimativas diferentes.
A foto de abertura é de arquivo e mostra policiais em Paris no protesto de 17 de outubro, não os atos deste sábado.






















