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G20 em Atlanta termina sem comunicado conjunto e sem foto oficial

Chanceleres encerraram dois dias de reunião sem consenso, sobretudo sobre a guerra da Rússia na Ucrânia; Rubio deve divulgar uma declaração da presidência, segundo diplomatas.

Marco Rubio, de terno escuro e gravata vermelha, assina um documento ao lado do chanceler armênio Ararat Mirzoyan
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com o chanceler armênio, Ararat Mirzoyan, em Yerevan, em maio de 2026. Foto de arquivo: Freddie Everett/Departamento de Estado dos EUA — domínio público. A imagem não registra a reunião do G20 em Atlanta. Origem da fotografia.

Os principais diplomatas do G20 encerraram neste sábado (31), em Atlanta, dois dias de negociações sem consenso sobre vários temas críticos de segurança global, e o grupo não divulgará um comunicado conjunto. Em vez disso, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, deve divulgar uma declaração da presidência da reunião resumindo as discussões, segundo diplomatas presentes, de acordo com o Estadão, em texto traduzido com ferramentas de inteligência artificial e revisado pela redação do jornal.

Onde travou

A reportagem diz que as divergências sobre a guerra da Rússia contra a Ucrânia ofuscaram o início do encontro. Diplomatas ouvidos sob anonimato afirmam que a posição russa sobre a Ucrânia é inflexível, assim como a oposição da Rússia à presença da Polônia no G20, e que há atrito também pela decisão do governo Trump de não convidar a África do Sul, que é membro do grupo. Entre os outros focos de divergência estão a guerra de EUA e Israel contra o Irã, as tarifas americanas e os movimentos da China no Mar da China Meridional.

O chanceler polonês, Radosław Sikorski, disse na sexta-feira (30) que não se surpreendeu: “Temos guerras em curso”, afirmou, com participantes dessas guerras à mesa. Segundo os diplomatas, a declaração da presidência já estava prevista havia tempo, por causa das diferenças. O chanceler russo, Serguei Lavrov, afirmou que Moscou não permitirá que a Ucrânia represente uma ameaça militar aos interesses de segurança legítimos da Rússia, segundo a reportagem.

A foto cancelada

Na sexta, Rubio cancelou a tradicional foto de grupo dos chanceleres depois que diplomatas europeus se opuseram à presença de Lavrov e ameaçaram boicotar ou deixar a fotografia. Este portal já noticiou o cancelamento da foto. No mesmo dia, o Departamento de Estado anunciou a aprovação da venda de interceptadores de defesa aérea Patriot à Ucrânia, no valor de US$ 2,1 bilhões, informa a reportagem.

O que vem a seguir

Os diplomatas disseram que todos concordaram em tentar superar as diferenças e em trabalhar para que a cúpula de líderes do G20, no mês que vem, organizada por Trump na Flórida, seja bem-sucedida. A reportagem registra que não se sabe se o presidente russo, Vladimir Putin, aceitará o convite para participar. O texto diz ainda que a perspectiva de nova intervenção militar dos EUA no Irã paira sobre o encontro e que, segundo a Associated Press, autoridades americanas pediram a países do Oriente Médio e a aliados que se preparem para possíveis novos ataques depois das eleições de meio de mandato de 3 de novembro.

O ministro Mauro Vieira esteve em Atlanta: ele e Rubio combinaram nova reunião antes da cúpula.

Limites da apuração

As informações sobre a declaração da presidência e as divergências vêm de diplomatas que falaram sob anonimato à reportagem do Estadão; este portal não leu o texto da declaração, que ainda não havia sido divulgada.

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