O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, avisou neste sábado (31) que o país responderá com força a novos ataques dos Estados Unidos ou de Israel, inclusive fora do território iraniano. A advertência consta de um comunicado atribuído a ele e divulgado em seu canal no Telegram, segundo o g1, em meio a temores de que a guerra no Oriente Médio volte a se intensificar e a tentativas de negociação para evitar a retomada dos combates.
O que Khamenei disse
Segundo uma nota publicada no site do líder, ele se reuniu neste sábado com comandantes militares e ordenou que qualquer novo ataque americano ou israelense seja respondido com força. Para ele, qualquer ameaça deve receber, nas palavras da nota, uma resposta “imediata, contundente e sem restrições geográficas”. No comunicado do Telegram, afirma que, se os inimigos voltarem a atacar, caberá às Forças Armadas e à população iranianas decidir o momento e as condições para encerrar a agressão.
O Exército do Irã também alertou, no mesmo dia, que uma nova ofensiva dos Estados Unidos poderia ampliar a guerra na região, depois de ameaças de novos ataques feitas por Washington e Israel.
Negociação e incidente em Ormuz
Segundo o g1, representantes do Catar estão em Teerã para tentar reduzir as tensões, e, de acordo com informações da imprensa citadas pelo portal, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, enviou uma carta a Mohsen Rezaei, apontado como responsável pela segurança do país.
Neste sábado, duas embarcações foram atacadas no Estreito de Ormuz, importante rota marítima da região. O vice-governador da província de Hormozgan, Ahmad Nafisi, disse que dois pescadores ficaram feridos e outros dois estão desaparecidos, com buscas em andamento. A TV estatal iraniana informou que Nafisi acusou os EUA de serem responsáveis pelo ataque. A reportagem lida não traz resposta americana a essa acusação.
O pano de fundo
De acordo com o g1, que cita o Wall Street Journal, o presidente Donald Trump reuniu-se na quinta-feira (29) com o principal comandante militar dos EUA para analisar opções de ataque ao Irã, e integrantes do governo teriam avisado países do Golfo Pérsico para se prepararem para a retomada de ataques depois das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. Na semana passada, Trump disse que os EUA poderiam fazer outra operação militar, em referência à ofensiva de fevereiro conduzida com Israel que desencadeou a guerra.
Desde o início de setembro, segundo o g1, não houve ataques significativos dos EUA ou do Irã contra alvos em terra, e o conflito se concentrou em ataques a navios comerciais. Este portal já registrou, em 24 de outubro, o alerta da inteligência americana sobre planos iranianos de atacar americanos.
O que não está confirmado
- O comunicado e a nota atribuídos a Khamenei foram lidos apenas na reportagem do g1, não nos canais originais.
- O ataque às duas embarcações em Ormuz e a responsabilidade dos EUA constam apenas de declarações de autoridades iranianas; não há confirmação independente nem resposta de Washington na fonte consultada.
- As opções de ataque analisadas por Trump e os avisos ao Golfo vêm de informação do Wall Street Journal repassada pelo g1, sem confirmação oficial.






















