A declaração do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em que admitiu pela primeira vez a possibilidade de disputar a Presidência em 2030, incomodou bolsonaristas e a ala do PL mais próxima de Jair Bolsonaro, segundo coluna de Pedro Venceslau na CNN Brasil publicada às 16h08 de sexta-feira (30).
O que dizem os críticos
Fontes próximas à família Bolsonaro ouvidas pela CNN afirmaram que o momento da fala foi equivocado e a classificaram como “inoportuna”, mas ressalvaram que não a consideram traição. O vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL), disse à emissora que o líder da direita é Jair Bolsonaro, que endossou a liderança de Flávio Bolsonaro. Segundo ele, concorrer é um direito de Tarcísio, mas a fala foi precipitada: “Não o reconheço como o líder da direita”.
O que dizem os pragmáticos
Deputados da ala pragmática do PL, segundo a coluna, avaliam que o governador está bem posicionado para ser o candidato da direita em 2030 depois da fuga de Flávio para os Estados Unidos. Esses parlamentares também mencionam a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) como nome possível.
Contexto
Tarcísio defendeu o reconhecimento do resultado das urnas e, na entrevista, disse que, ao terminar o segundo mandato no governo paulista, “se abre uma possibilidade” de disputar o Planalto, como o Os Poderes mostrou em matéria anterior. A disputa por espaço na direita depois da derrota de Flávio aparece também em reportagem sobre o rearranjo da direita no Senado e para 2030 e na fala de Michelle, que pediu união e disse não ser hora de buscar culpados. As críticas são de fontes não identificadas e de um aliado, segundo a CNN; a coluna lida não traz resposta de Tarcísio a elas.






















