O bloco liderado pelo Likud, partido do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, lidera a apuração da eleição em Israel e, segundo projeções de emissoras israelenses, chegaria a 54 das 120 cadeiras do Knesset, abaixo dos 61 necessários para a maioria, com cerca de 93% das urnas apuradas, de acordo com a CNN Brasil, que cita o Comitê Central Eleitoral, nesta quarta-feira (28). O bloco de oposição, liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, somaria 48 cadeiras, e os demais partidos, 18. Não há resultado oficial final.
O que a apuração parcial mostra
A CNN Brasil informa que 92,6% das urnas estavam apuradas até as 14h32 no horário local (9h32 em Brasília), com 4.875.751 votos contados, dos quais 4.854.102 válidos. Nesse ponto, o Likud tinha 1.006.726 votos (20,74% dos válidos) e o Yashar, de Eisenkot, 786.109 (16,19%); a Lista Conjunta, aliança de partidos árabes, 446.240 (9,19%), e o Juntos, do ex-premiê Naftali Bennett, 436.588 (8,99%). A divisão de cadeiras é uma projeção que a CNN atribui ao Canal 12 e ao portal Ynet: 54 para o bloco de Netanyahu, 48 para o de Eisenkot e 18 para os demais. Mais cedo, com cerca de 76% das urnas, o Poder360 havia relatado 54, 47 e 19, uma diferença de uma cadeira entre dois blocos. Percentuais de votos não equivalem a cadeiras e mudam a cada atualização; a contagem final pode levar dias.
Sem maioria para nenhum dos lados
Segundo o Poder360, nenhum bloco tem maioria garantida e ambos podem depender dos partidos árabes para formar governo. Netanyahu praticamente rejeitou incluí-los na coalizão, e Eisenkot e aliados também demonstraram resistência. As bocas de urna da noite de terça divergiram: a CNN registrou empate nos canais Kan 11 e 13 e ligeira vantagem do bloco do Likud no Canal 12; o Poder360, citando o New York Times, dizia que a oposição liderava. A apuração parcial atual aponta, portanto, para o lado de Netanyahu, ainda sem maioria. A participação foi de 77,7% dos eleitores aptos, o maior percentual desde 1999, segundo a CNN.
Como funciona a votação
Os israelenses votam em partidos, não em candidatos, para eleger os 120 membros do Knesset. Depois do resultado, o presidente, chefe de Estado, consulta os partidos eleitos para saber quem tem mais chance de reunir uma coalizão de ao menos 61 deputados; esse líder vira primeiro-ministro quando o Knesset aprova o governo. Para entrar no Parlamento, uma legenda precisa de ao menos 3,25% dos votos. Nenhum partido jamais obteve sozinho os 61 assentos, e os governos costumam ser de coalizão, frequentemente instáveis. É a primeira eleição nacional desde os ataques de 7 de outubro de 2023 e o início da guerra em Gaza.
Os temas da campanha
A BBC descreveu uma campanha dominada pela segurança: a oposição critica falhas que teriam levado ao ataque de 2023 e pede uma comissão independente de inquérito, à qual Netanyahu resiste por considerá-la tendenciosa. O premiê se apresenta como responsável pela segurança do país e destaca a relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A BBC cita ainda o julgamento por corrupção em andamento contra Netanyahu, que ele nega, e a polêmica sobre o recrutamento militar de ultraortodoxos.
O que falta saber
Faltam o resultado oficial do Comitê Central Eleitoral, a divisão oficial de cadeiras e as consultas do presidente aos partidos. Os Poderes não leu os dados do Comitê nem das emissoras israelenses; os números vêm da CNN Brasil (92,6% até as 14h32 locais, lido às 10h) e do Poder360 (cerca de 76%, em leitura anterior).






















