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STF nega ordem de busca contra Flávio; reportagem sobre a PF foi corrigida

Nota do Supremo diz ser falsa a informação sobre mandado de busca e apreensão contra o senador; o g1 reconheceu o erro e corrigiu a reportagem que Os Poderes havia citado.

Montagem com dois retratos lado a lado: à esquerda, o senador Flávio Bolsonaro falando a repórteres; à direita, o ministro Alexandre de Moraes, de terno, sentado em reunião.
Montagem com duas fotos de arquivo: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em entrevista no Senado, em 30/04/2026 (Andressa Anholete/Agência Senado — CC BY-SA 4.0), e o ministro Alexandre de Moraes em cerimônia em Brasília, em 29/07/2026 (recorte; Luiz Silveira/STF — domínio público). As imagens não registram as buscas da PF. Origem da foto de Flávio. Condição de uso. Origem da foto de Moraes.

O Supremo Tribunal Federal informou, em nota divulgada nesta quarta-feira (28), que não há mandado de busca e apreensão contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nem contra seus endereços. Segundo o tribunal, é falsa a informação de que a Polícia Federal cumpria buscas, e não existe decisão judicial nesse sentido, nem diligência policial em andamento. O g1 publicou correção reconhecendo que errou ao noticiar a operação.

O que foi noticiado e o que foi corrigido

Na manhã desta quarta, veículos de imprensa informaram que a PF cumpriria mandado de busca em endereço ligado a Flávio, a residência dele no Lago Sul, em Brasília, segundo o Poder360. O g1 afirmou ainda, na versão original, que a ação teria sido autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes. Depois da nota do STF, o g1 passou a registrar, na própria reportagem, que errou ao informar a existência do mandado e que o Supremo não autorizou ação da PF contra o senador; a página foi atualizada às 7h25. O Poder360 publicou a íntegra do esclarecimento do STF.

Esta matéria foi publicada pelo Os Poderes às 7h18 com a versão que dava as buscas como fato, apoiada nas reportagens do g1 e do Poder360 daquela hora. A informação era falsa e foi retirada e corrigida neste texto, que substitui o anterior. Os Poderes não encontrou, nas fontes lidas, nota da PF ou manifestação de Flávio ou da defesa sobre o episódio, e nenhuma delas explica como o erro surgiu.

O que continua documentado

Flávio deixou o Brasil na terça-feira (27), depois de o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito sobre lavagem de dinheiro por meio de uma casa de apostas, determinar a entrega dos passaportes, segundo o g1. O Poder360 informa que a medida foi tomada no contexto da apuração sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. O pedido da PF citava risco de fuga. Investigação não é condenação: nenhuma das fontes lidas relata denúncia ou decisão de mérito contra Flávio.

Segundo o g1, o voo com Flávio e a família decolou às 6h22 (Brasília) rumo a Miami, com pouso previsto no aeroporto Opa-locka por volta das 10h40, conforme o FlightAware. O desenrolar está na matéria principal sobre a saída.

O que falta saber

Falta saber a origem da informação errada, se a PF tem alguma diligência prevista no caso, a decisão de Moraes sobre eventual prisão ou outras medidas e a manifestação do senador e da defesa.

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