A Dívida Bruta do Governo Geral ficou em 82,9% do PIB em setembro de 2026, o mesmo patamar de agosto, segundo dados do Banco Central divulgados nesta quinta-feira (29). O endividamento chegou a R$ 11,1 trilhões. A cobertura é do Poder360, que publicou os números a partir do relatório do BC; o documento original não foi lido por este portal.
Apesar da estabilidade no mês, a dívida bruta acumula alta de 4,3 pontos percentuais do PIB em 2026 e de 11,2 pontos desde dezembro de 2022, quando estava em 71,7%. É o maior percentual desde março de 2021 (85,1%), nos efeitos da pandemia.
O que explica a alta no ano
Segundo o BC, a incorporação de juros nominais acrescentou 7,2 pontos percentuais à relação entre dívida e PIB em 2026, e as emissões líquidas de títulos, outros 1,1 ponto. Em sentido contrário, o crescimento do PIB nominal reduziu a relação em 3,9 pontos, e a valorização cambial, em 0,2 ponto.
Dívida líquida e juros
A Dívida Líquida do Setor Público chegou a 70% do PIB (R$ 9,4 trilhões), alta de 0,7 ponto em relação a agosto e o maior percentual da série do BC, iniciada em dezembro de 2001. No ano, avançou 4,7 pontos.
Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 1,205 trilhão em 12 meses até setembro (8,99% do PIB), R$ 220,2 bilhões a mais que no mesmo período de 2025. Só em setembro foram R$ 107,5 bilhões, ante R$ 84,7 bilhões um ano antes. O déficit nominal em 12 meses é de R$ 1,275 trilhão (9,51% do PIB).
A dívida bruta reúne governo federal, INSS e governos estaduais e municipais; a líquida desconta os ativos financeiros do setor público.






















