O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta sexta-feira (30) a soltura do desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, de 60 anos, preso preventivamente desde 16 de dezembro de 2025 por suspeita de repassar informações sigilosas sobre uma operação da Polícia Federal. A liberdade vem com medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão do passaporte, segundo o blog de Ancelmo Gois, em O Globo.
A acusação e a defesa
Segundo o relato, Júdice é acusado de antecipar detalhes de uma operação da PF contra o ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira, o TH Joias, investigado por supostas ligações com o Comando Vermelho. Os investigadores sustentam que o desembargador informou o deputado estadual Rodrigo Bacellar, que, por sua vez, teria avisado TH Joias. O magistrado nega as acusações por meio da defesa.
O advogado Patrick Berriel comemorou a decisão e disse que a prisão era desnecessária e que medidas cautelares bastavam; afirmou ainda ter certeza de que provará a inocência do desembargador na fase de instrução. Os advogados também contestam uma das principais evidências, a suspeita de um encontro entre Júdice e Bacellar numa churrascaria no Aterro do Flamengo, em setembro de 2025: segundo a defesa, o levantamento das antenas de celular pedido pela própria PF indicou que os dois não estiveram juntos naquele dia, e o desembargador jantou com amigos, no mesmo dia, num restaurante do Leblon.
O que ainda não se sabe
Este portal leu apenas o relato do blog (publicado às 21h08 e atualizado às 21h13); a decisão de Moraes, o número do processo e os fundamentos da soltura não foram consultados, e o STF não havia divulgado nota nas fontes lidas. A soltura não é absolvição: as cautelares permanecem e as acusações seguem em apuração. As informações sobre as provas vêm de investigadores e da defesa, citados pelo jornal, e não foram verificadas de forma independente.






















