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Fachin recebe diretor da PF e pede que menções a ministros no caso Master vão ao STF

Depois do encontro, o plenário deve decidir se abre investigações contra ministros citados; a PGR dará parecer prévio.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, reuniu-se em 13 de outubro com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para tratar das investigações do caso Master. O encontro durou uma hora e meia, segundo a Agência Brasil.

Fachin disse ao delegado que a PF deve encaminhar ao Supremo todas as menções a ministros da Corte encontradas na investigação, sem exceção. Depois de receber as informações, o plenário vai se pronunciar sobre a eventual abertura de investigações contra os ministros citados, e a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá apresentar parecer prévio.

O que motivou a medida

A providência atende a cobranças de integrantes do tribunal para que as menções a todos os ministros fossem avaliadas. Em setembro, o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retirou o sigilo de parte da investigação. A medida mostrou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro enviou mensagens a um número atribuído ao ministro Alexandre de Moraes, pouco antes de ser preso, em novembro do ano passado. Também apareceram citações a Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e ao próprio Mendonça, feitas por pessoas ligadas ao ex-banqueiro.

Em ofício a Fachin, o ministro Gilmar Mendes também pediu a identificação de todos os envolvidos. Fachin informou ainda ao diretor da PF que aguarda manifestação da PGR sobre medidas urgentes solicitadas pela corporação no caso Master e nas apurações sobre descontos ilegais em benefícios do INSS.

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