Oriente Médio

Trump diz que talvez precise dar “golpe contundente” no Irã

Em comício em Iowa, o presidente dos EUA disse que ainda há alvos a atingir; o Exército iraniano respondeu que nova guerra pode ser mais longa. Axios diz que Netanyahu pressiona por ataque após as midterms.

Montagem com o presidente dos EUA, Donald Trump, sentado diante de bandeiras, à esquerda, e a Torre Azadi, em Teerã, à direita.
Montagem: o presidente dos EUA, Donald Trump, em 27/7/2025, e a Torre Azadi, em Teerã, em 20/10/2016. Fotos de arquivo: Casa Branca — domínio público; Bernard Gagnon — CC BY-SA 4.0. As imagens não registram o comício de 1º/11/2026. Origem da foto de Trump. Origem da foto de Teerã. Condição de uso.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (1º), durante comício no estado de Iowa, que ainda há alvos militares a atingir no Irã e que, “em algum momento”, poderá ser necessário desferir um “golpe contundente” contra Teerã. As declarações foram reportadas pela agência France Presse e pelo Poder360.

“A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil”, disse Trump, segundo a AFP, acrescentando que quer tentar salvar vidas. Não há, nas fontes lidas, ordem de ataque nem anúncio de data para uma retomada dos bombardeios.

A resposta iraniana

Segundo a AFP, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse à TV estatal que uma eventual retomada das hostilidades pelos EUA poderia resultar numa guerra mais longa que a fase anterior e que o presidente americano não teria condições de “ditar” o cronograma nem as condições para seu fim.

Netanyahu e as eleições americanas

De acordo com o site Axios, citado pelo Poder360, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump a atacar o Irã logo depois das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para terça-feira (3), enquanto o republicano preferia deixar as negociações seguirem seu curso. A informação é do Axios; o Os Poderes não a confirmou de forma independente. Trump confirmou a jornalistas, no domingo, que conversou sobre o Irã com Netanyahu, sem dar detalhes.

Contexto

A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã. Teerã respondeu com mísseis e drones por toda a região, e grupos armados alinhados ao Irã entraram nos combates no Líbano e no Iêmen. Hoje, segundo o Poder360, os esforços diplomáticos para encerrar o conflito vêm sendo interrompidos por ameaças repetidas de EUA e Israel de retomar os bombardeios, num momento em que os dois países têm eleições decisivas: as americanas na terça e, em Israel, o resultado final em que o bloco de Netanyahu ficou sem maioria.

O comício de Iowa é o mesmo em que Trump questionou as eleições em três estados. As disputas decisivas pelo Senado são o pano de fundo da semana.

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