O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no domingo (1º), durante comício no estado de Iowa, que ainda há alvos militares a atingir no Irã e que, “em algum momento”, poderá ser necessário desferir um “golpe contundente” contra Teerã. As declarações foram reportadas pela agência France Presse e pelo Poder360.
“A única razão pela qual ainda não acabei com o Irã é porque quero ser gentil”, disse Trump, segundo a AFP, acrescentando que quer tentar salvar vidas. Não há, nas fontes lidas, ordem de ataque nem anúncio de data para uma retomada dos bombardeios.
A resposta iraniana
Segundo a AFP, o porta-voz do Exército iraniano, Mohammad Akraminia, disse à TV estatal que uma eventual retomada das hostilidades pelos EUA poderia resultar numa guerra mais longa que a fase anterior e que o presidente americano não teria condições de “ditar” o cronograma nem as condições para seu fim.
Netanyahu e as eleições americanas
De acordo com o site Axios, citado pelo Poder360, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pressionou Trump a atacar o Irã logo depois das eleições de meio de mandato nos EUA, marcadas para terça-feira (3), enquanto o republicano preferia deixar as negociações seguirem seu curso. A informação é do Axios; o Os Poderes não a confirmou de forma independente. Trump confirmou a jornalistas, no domingo, que conversou sobre o Irã com Netanyahu, sem dar detalhes.
Contexto
A guerra começou em 28 de fevereiro, com ataques conjuntos de EUA e Israel contra o Irã. Teerã respondeu com mísseis e drones por toda a região, e grupos armados alinhados ao Irã entraram nos combates no Líbano e no Iêmen. Hoje, segundo o Poder360, os esforços diplomáticos para encerrar o conflito vêm sendo interrompidos por ameaças repetidas de EUA e Israel de retomar os bombardeios, num momento em que os dois países têm eleições decisivas: as americanas na terça e, em Israel, o resultado final em que o bloco de Netanyahu ficou sem maioria.
O comício de Iowa é o mesmo em que Trump questionou as eleições em três estados. As disputas decisivas pelo Senado são o pano de fundo da semana.






















