O presidente Donald Trump afirmou na noite de terça-feira (3) que aceitará o resultado das eleições de meio de mandato e que está disposto a trabalhar com os democratas, segundo o g1 e O Globo, que citam entrevista dele ao jornal The New York Times. A fala ocorre enquanto projeções indicam que o partido de oposição conquistou a Câmara e, segundo a CNN, também o Senado. Projeção não é resultado oficial.
O que ele disse
Segundo o O Globo (reportagem das 1h19 desta quarta, 4), Trump disse estar “absolutamente disposto a aceitar esses resultados” e acrescentou que, trabalhando com os democratas, os dois lados provavelmente chegarão a algum acordo. O g1 registra que o presidente afirmou que pretende buscar entendimento com integrantes do partido adversário e que, mais cedo, havia dito que, se estivesse concorrendo, seu partido venceria por larga margem.
Ainda de acordo com o O Globo, Trump atribuiu as derrotas republicanas ao fato de seu nome não estar nas urnas e disse não se arrepender de ter apoiado candidatos derrotados, como a republicana Graham, na Carolina do Sul, e o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, que aparecia atrás do democrata James Talarico na disputa pelo Senado. O g1 acrescenta que, na madrugada, ele afirmou em rede social que não estava na cédula.
A imagem do boné com a palavra veto
Depois dos primeiros resultados negativos para o partido, Trump publicou a foto de um boné vermelho com a palavra veto escrita, segundo o g1. Dias antes, no podcast Pod Force One, do New York Post, ele havia antecipado que, se os democratas vencessem, vetaria o que o Congresso enviar e que, depois de um ou dois meses de vetos, a oposição viria negociar. O g1 apresenta a postagem como sinal de como ele deve agir diante de um Congresso de maioria democrata; o jornal não diz que o presidente tenha explicado o gesto.
O que ainda está em aberto
As frases foram dadas em entrevista; os textos lidos não trazem o conteúdo completo da conversa nem resposta dos democratas. O controle das duas Casas depende da apuração em curso nos estados. Para o quadro completo, veja a cobertura das midterms e, sobre o que muda com uma Câmara democrata, a projeção para a Câmara.
Texto publicado em 4 de novembro, às 2h18, com base nas reportagens do g1 e do O Globo (1h19), lidas na íntegra às 2h13. A entrevista ao New York Times não foi lida diretamente; as declarações são as reproduzidas por esses veículos. A foto é de arquivo e não registra as declarações.






















