O ex-governador democrata Roy Cooper vencerá a disputa pelo Senado dos Estados Unidos na Carolina do Norte, derrotando o republicano Michael Whatley, segundo projeções da imprensa americana citadas por O Globo e Veja. Em New Hampshire, o deputado democrata Chris Pappas venceu a eleição, e o republicano John Sununu reconheceu a derrota, de acordo com o g1. Projeção de veículo de imprensa não é resultado oficial.
Carolina do Norte: primeira cadeira republicana a mudar de mãos
Segundo O Globo, a vitória de Cooper é a primeira conquista democrata de uma cadeira antes ocupada por republicanos nesta noite eleitoral. Veja informa que as projeções são da Associated Press, da NBC News e da ABC News. Cooper será o primeiro democrata eleito para o Senado pela Carolina do Norte desde Kay Hagan, em 2008. O estado se tornou alvo prioritário depois que o senador republicano Thom Tillis, que cumpriu dois mandatos, anunciou no ano passado que não buscaria a reeleição.
Whatley, de 58 anos, foi presidente do Comitê Nacional Republicano e, segundo O Globo, foi escolhido pessoalmente por Donald Trump para disputar a vaga. Em um estado que Trump venceu nas três últimas eleições presidenciais, Cooper, de 69 anos, manteve vantagem consistente nas pesquisas e na arrecadação, diz o jornal. Ele nunca perdeu uma eleição: foi quatro vezes procurador-geral e duas vezes governador, e esta é sua primeira vitória em disputa federal.
New Hampshire: Pappas é eleito
De acordo com o g1, Pappas, de 46 anos, representa hoje o 1º distrito congressional de New Hampshire na Câmara dos Representantes e vai ocupar a cadeira no Senado. O republicano Sununu telefonou a ele para admitir o resultado. O g1 registra que Pappas será o primeiro homem abertamente gay no Senado dos EUA, e que durante a campanha ele concentrou o discurso em combate à corrupção, saúde e custo de vida.
O que isso significa para o controle do Senado
Segundo Veja, os republicanos entraram na votação com 53 cadeiras no Senado, contra 45 dos democratas e duas de independentes alinhados à oposição. Para assumir o controle, o bloco democrata precisa de saldo de quatro vagas e chegar a 51; um empate em 50 a 50 favoreceria os republicanos, porque o vice-presidente J.D. Vance desempata. Na Câmara, o partido de Trump tinha 218 deputados e os democratas, 214, segundo a mesma reportagem.
O controle das duas Casas continua indefinido, e a apuração segue em estados decisivos. As primeiras projeções da noite, com o fechamento das urnas, estão na cobertura principal das midterms do Os Poderes.






















