EUA

Trump nomeia Stephen Miller chefe de gabinete no lugar de Susie Wiles

Anúncio vem três dias após a derrota republicana nas eleições de meio de mandato; Wiles passa à operação política de Trump, e a troca vale a partir de segunda-feira (9).

Montagem com retratos de Susie Wiles, à esquerda, e de Stephen Miller, à direita
Montagem do Os Poderes com fotos de arquivo: Susie Wiles, em 13/2/2025 (Casa Branca, domínio público, origem), e Stephen Miller, em 18/6/2016 (Gage Skidmore, CC BY-SA 3.0, origem). Condição de uso. As imagens não registram o anúncio de hoje.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) que Stephen Miller, hoje vice-chefe de gabinete, será o novo chefe de gabinete da Casa Branca, no lugar de Susie Wiles. A mudança entra em vigor na segunda-feira (9). O anúncio foi feito três dias depois das eleições legislativas de meio de mandato, em que o Partido Democrata retomou o controle da Câmara e do Senado.

Em mensagem nas redes sociais, Trump disse que Wiles fez “um trabalho excepcional” e que ela passará a integrar a “operação política” do presidente, estrutura de campanha fora da Casa Branca; ele não deu mais detalhes sobre a nova função. Wiles, que foi gerente da campanha de Trump em 2024 e a primeira mulher a chefiar o gabinete da Casa Branca, afirmou em nota que servir ao presidente foi “a honra de uma vida” e que seu compromisso com ele e com a missão “jamais mudará”.

Quem é Stephen Miller

  • Trajetória: trabalha com Trump desde a primeira campanha presidencial, em 2015, e ampliou nos últimos meses o escopo de atuação, que passou a abranger várias áreas da política interna.
  • Agenda: é apontado como o estrategista da política migratória de linha dura do republicano, associada à construção do muro na fronteira com o México, à proibição de entrada de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana e à separação de famílias de imigrantes no primeiro mandato.
  • Visão de poder: defende uma interpretação ampla dos poderes do Executivo.

O que não está dito

O anúncio não explica a razão da troca nem liga a mudança, de forma oficial, ao resultado das urnas; a relação entre os dois fatos é leitura de analistas e da imprensa. Com a oposição democrata no comando das duas Casas do Congresso, o que a nova chefia de gabinete significará para a relação com o Legislativo ainda não foi definido. Veja também a matéria sobre os decretos que a Casa Branca preparava para o caso de vitória democrata.

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