O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (6) que Stephen Miller, hoje vice-chefe de gabinete, será o novo chefe de gabinete da Casa Branca, no lugar de Susie Wiles. A mudança entra em vigor na segunda-feira (9). O anúncio foi feito três dias depois das eleições legislativas de meio de mandato, em que o Partido Democrata retomou o controle da Câmara e do Senado.
Em mensagem nas redes sociais, Trump disse que Wiles fez “um trabalho excepcional” e que ela passará a integrar a “operação política” do presidente, estrutura de campanha fora da Casa Branca; ele não deu mais detalhes sobre a nova função. Wiles, que foi gerente da campanha de Trump em 2024 e a primeira mulher a chefiar o gabinete da Casa Branca, afirmou em nota que servir ao presidente foi “a honra de uma vida” e que seu compromisso com ele e com a missão “jamais mudará”.
Quem é Stephen Miller
- Trajetória: trabalha com Trump desde a primeira campanha presidencial, em 2015, e ampliou nos últimos meses o escopo de atuação, que passou a abranger várias áreas da política interna.
- Agenda: é apontado como o estrategista da política migratória de linha dura do republicano, associada à construção do muro na fronteira com o México, à proibição de entrada de cidadãos de alguns países de maioria muçulmana e à separação de famílias de imigrantes no primeiro mandato.
- Visão de poder: defende uma interpretação ampla dos poderes do Executivo.
O que não está dito
O anúncio não explica a razão da troca nem liga a mudança, de forma oficial, ao resultado das urnas; a relação entre os dois fatos é leitura de analistas e da imprensa. Com a oposição democrata no comando das duas Casas do Congresso, o que a nova chefia de gabinete significará para a relação com o Legislativo ainda não foi definido. Veja também a matéria sobre os decretos que a Casa Branca preparava para o caso de vitória democrata.






















