O democrata Abdul El-Sayed, de 42 anos, venceu o republicano Mike Rogers na disputa pelo Senado em Michigan e será o primeiro senador muçulmano e de origem árabe dos Estados Unidos, segundo reportagem de O Globo, que cita projeções do jornal The New York Times e da CNN. A Al Jazeera também informa a vitória. Projeção não é resultado oficial.
O que se sabe
De acordo com O Globo (publicada às 4h36 desta quarta-feira, 4), os democratas garantem a manutenção da cadeira em um dos estados mais importantes para o equilíbrio de forças no Congresso. A vaga ficou aberta porque o senador democrata Gary Peters decidiu não disputar a reeleição. Rogers, ex-deputado, ex-agente do FBI e veterano de guerra, havia concorrido ao Senado em 2024 e perdeu por pequena margem.
A Al Jazeera registra que nenhum republicano vence uma disputa para o Senado em Michigan desde 1994 e que a corrida atraiu mais de US$ 100 milhões em publicidade. A reportagem não informa a margem nem o percentual apurado, e nenhuma das duas fontes lidas trouxe esses números.
Quem é El-Sayed
Segundo O Globo, ele é médico, nasceu em Michigan e é filho de imigrantes egípcios; o pai chegou ao estado na década de 1970. Integra a ala à esquerda do Partido Democrata e fez uma campanha que dividiu correligionários, colocou a guerra em Gaza no centro do debate e foi marcada por ataques à sua origem e à sua religião. A Al Jazeera acrescenta que a adversária nas primárias, Haley Stevens, apoiou Rogers no fim da campanha. Michigan abriga uma das comunidades árabe-americanas mais antigas e numerosas do país, estimada em cerca de 400 mil pessoas, segundo O Globo.
Na fala de vitória reproduzida pela Al Jazeera, ele ironizou a dificuldade do presidente Donald Trump com seu nome e disse que, depois da posse, poderia ser chamado de “Senador”.
O que muda
Como os dois assentos de Michigan no Senado já eram democratas, a vitória não altera o equilíbrio da Casa, segundo a Al Jazeera. Pelas projeções, os democratas já têm maioria no Senado: o Poder360, citando o New York Times, contou ao menos 54 das 100 cadeiras, entre vencedores deste ano e senadores com mandato em curso. O O Globo diz que o resultado pode ter repercussão sobre os rumos do partido na disputa presidencial de 2028; é avaliação do jornal, não fato.
O que ainda está em aberto
Os números oficiais ainda dependem da contagem e da certificação nos estados. O Alasca segue sem resultado. Para o quadro completo, veja a cobertura das midterms e o perfil Talarico, El-Sayed e Ossoff.
Texto publicado em 4 de novembro, às 5h16, com base na reportagem de O Globo (4h36, atualizada às 4h38), na página da Al Jazeera (4/11) e no Poder360 (maioria no Senado). As fotos são de arquivo e não registram a apuração.






















