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Chefe e número dois da PF no caso Master serão exonerados, diz reportagem

Daniel Mostardeiro Cola e Wedson Cajé Lopes deixarão a coordenação da PF que cuida de corrupção e crimes financeiros; o ato ainda não saiu no Diário Oficial e a corporação não se manifestou.

Fachada dos prédios da sede da Polícia Federal, no Setor Comercial Norte, em Brasília, com o brasão da corporação nas janelas

Sede da Polícia Federal, no Setor Comercial Norte, em Brasília, em 1/4/2023. Foto de arquivo: Marcos Oliveira/Agência Senado — CC BY 2.0. A imagem não registra o fato atual. Origem da fotografia. Condição de uso.

Os delegados Daniel Mostardeiro Cola, chefe, e Wedson Cajé Lopes, número dois da Coordenação-Geral de Repressão à Corrupção, Crimes Financeiros e Lavagem de Dinheiro (CGRC) da Polícia Federal, foram informados de que serão exonerados das funções. A área é a responsável pelas investigações sobre o Banco Master. A informação é de reportagem publicada na noite de sexta-feira (6), com base em relatos de quatro integrantes da corporação. O ato de exoneração ainda não foi publicado no Diário Oficial da União, e a PF não confirmou a mudança.

O que se sabe

  • Os dois delegados foram avisados na noite de sexta-feira (6) e comunicaram a saída num grupo de mensagens da categoria, segundo a reportagem.
  • Ambos são concursados e continuam na PF, mas perdem a gratificação paga a quem ocupa cargos de direção e chefia.
  • Um deles disse a interlocutores que pretende voltar ao Rio Grande do Sul, seu estado de origem; o outro não revelou os planos. A troca teria incomodado colegas.
  • Os nomes de quem assumirá a coordenação não foram divulgados nas informações apuradas até agora.

Contexto

A mudança ocorre após o vazamento de documentos sigilosos das investigações sobre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Master, que agravou o desgaste entre os ministros do STF André Mendonça, então relator do inquérito, e Alexandre de Moraes. A crise levou o presidente da Corte, Edson Fachin, a assumir a relatoria das apurações. Sobre o caso, o OsPoderes noticiou que Fachin pediu à PGR parecer sobre o pedido de soltura de Vorcaro e que a Anac notificou operadores de jatos ligados a Vorcaro; a PF já havia indiciado Vorcaro e outras 14 pessoas em outubro.

Ressalvas

A reportagem afirma que não há elementos que liguem as exonerações ao resultado da eleição presidencial, ocorrida dias antes. Segundo ela, a assessoria da PF foi procurada e não respondeu até a publicação. Os motivos oficiais da troca não foram divulgados, e a informação não deve ser tratada como ato confirmado até a publicação no Diário Oficial ou a manifestação da PF.

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