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Meta diz ao TSE que Lula alcançou 1,5 vez mais gente que Flávio no Instagram

Em defesa numa ação da coligação de Lula, a empresa nega favorecer o PL e atribui diferenças de alcance à frequência de postagens e às estratégias das campanhas.

Fachada do edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, com estrutura montada na frente do prédio

Sede do Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília, em 29/11/2020. Foto de arquivo: Senado Federal — CC BY 2.0. A imagem não registra o documento apresentado pela Meta. Origem da fotografia. Condição de uso.

A Meta afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (6), que as contas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançaram cerca de 1,5 vez mais pessoas do que as de Flávio Bolsonaro (PL) no Instagram durante a campanha presidencial de 2026. A informação consta de uma nota técnica apresentada como defesa em ação movida pela coligação de Lula, que questiona um possível favorecimento à candidatura adversária na distribuição de conteúdos pela plataforma. Os números são da própria empresa, parte do processo, e não foram verificados de forma independente pelo OsPoderes.

O que a empresa apresentou

  • Período e método: de 16 de agosto a 25 de outubro, considerando o alcance orgânico das publicações, sem anúncios.
  • Frequência e alcance: Flávio publicou com menos frequência e atingiu mais pessoas por postagem; Lula publicou mais vezes, com alcance médio menor por publicação, mas chegou a um público maior na soma.
  • Impressões: o conteúdo das contas registradas de Lula teve mais impressões em 24 horas do que o das contas de Flávio.
  • Comparação por campo político: reunindo perfis associados a Lula, Erika Hilton (Psol) e André Janones (Rede), de um lado, e a Flávio, Nikolas Ferreira (PL) e Pablo Marçal, de outro, o número de pessoas que viram ao menos uma publicação do grupo de oposição foi 1,13 vez o do grupo governista.

A resposta aos relatórios de terceiros

A Meta contestou relatórios de terceiros que apontaram diferenças no alcance médio das publicações das campanhas. Segundo a empresa, os resultados não comprovam favorecimento político, e as diferenças decorrem de fatores como tamanho da audiência, engajamento, frequência de publicação, qualidade dos conteúdos e estratégias digitais de cada campanha. A companhia afirma que aplicou os mesmos critérios de distribuição às duas candidaturas e que não ranqueia nem distribui publicações com base em posições políticas.

O que ainda está em aberto

A nota técnica é um documento de defesa: o TSE ainda não decidiu sobre a ação, e a Justiça Eleitoral não avaliou os números apresentados. Nas fontes consultadas, não havia manifestação do Planalto nem da coligação de Lula sobre o documento. O tema se soma a outros processos eleitorais em curso; veja o levantamento das ações no TSE e a decisão anterior sobre restrições da Meta a posts dos candidatos.

Foto de arquivo da sede do TSE, em 2020; a imagem não registra o documento apresentado pela Meta.

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