Economia

FGC diz que dados de investidores foram acessados sem autorização

Entidade identificou o acesso em 26 de outubro, comunicou a ANPD e alertou para golpes; diz não haver evidência de uso indevido nem perda financeira, mas não informa quantos foram afetados.

Fileiras de racks pretos com cabos azuis de rede em uma sala de servidores com piso elevado
Racks de servidores em um data center, em foto de arquivo de 2015: Carl Lender — CC BY 2.0. A imagem é ilustrativa e não mostra instalações do FGC. Origem da fotografia. Condição de uso.

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) informou que houve acesso não autorizado a dados pessoais em ambientes ligados aos processos internos do fluxo de pagamento da garantia. A suspeita foi identificada em 26 de outubro de 2026, e o fundo comunicou o caso à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e aos titulares afetados. Segundo a entidade, não há, até agora, evidência de que os dados tenham sido divulgados ou usados de forma indevida, nem perda financeira.

Quais dados foram acessados

  • Dados pessoais: nome, CPF, e-mail e data de nascimento.
  • Dados do pagamento da garantia: informações sobre tributos retidos no pagamento e sobre o canal de distribuição pelo qual o investimento garantido foi feito na instituição liquidada.

O que o FGC diz ter feito

De acordo com o comunicado, o fundo restringiu o acesso aos ambientes envolvidos, desabilitou contas indevidas, reforçou o monitoramento, preservou evidências e iniciou a revisão de permissões e controles de segurança. A investigação segue com apoio de empresas especializadas para esclarecer a extensão do acesso e verificar se houve cópia, divulgação ou uso indevido das informações.

O que não foi informado

O FGC não divulgou quantas pessoas foram afetadas nem a quais instituições financeiras os registros estão ligados. Também não detalhou como o acesso ocorreu ou quem o realizou: são pontos que, até a consulta, continuavam sem resposta pública.

Risco de golpes e orientações

O próprio fundo alerta que as informações podem tornar contatos fraudulentos mais convincentes. A orientação é desconfiar de pedidos de pagamento, senhas, códigos de autenticação ou instalação de aplicativos, mesmo que o interlocutor cite dados corretos; não clicar em links de mensagens suspeitas e consultar o processo de pagamento apenas pelo aplicativo e pelos canais oficiais; guardar as mensagens e registrar ocorrência em caso de tentativa de fraude. O fundo afirma que não pede senhas, códigos ou taxas para liberar a garantia, não antecipa nem transfere créditos garantidos, não usa intermediários e não faz contato por WhatsApp ou SMS.

Contexto

O FGC é uma entidade privada, sem fins lucrativos, que protege depositantes e investidores em caso de quebra ou liquidação de instituições associadas, com cobertura de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição ou conglomerado. O fundo informou que atualizará as orientações em sua página de comunicado conforme a apuração avançar.

Foto de arquivo de racks de servidores; a imagem é ilustrativa e não mostra instalações do FGC.

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