O governo Lula já avalia mudanças no comando de estatais, entre elas o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, em paralelo à formação da Esplanada dos Ministérios, segundo reportagem de O Globo publicada nesta quarta-feira (28), com base em integrantes do Executivo. Nada foi anunciado oficialmente.
Banco do Brasil e Caixa
De acordo com O Globo, a saída de Tarciana Medeiros, que preside o BB desde o início de 2023, é considerada praticamente certa no governo. Pesariam contra ela a queda nos lucros e a avaliação de que a troca é natural nesse tipo de cargo. O jornal informa que o BB lucrou R$ 20,7 bilhões em 2025, 45,4% menos que em 2024, e que o lucro líquido ajustado do primeiro semestre deste ano somou R$ 7,3 bilhões, 34% abaixo do mesmo período de 2025. Tarciana, próxima da primeira-dama, poderia ser deslocada para uma pasta da área social, segundo o jornal. O BB não comentou.
Na Caixa, Carlos Vieira, indicado por Arthur Lira (PP-AL) quando ele presidia a Câmara, é bem avaliado por Lula, mas, conforme O Globo, só permaneceria na cota pessoal do presidente. Lira, eleito senador por Alagoas, não apoiou Lula na eleição. O jornal diz que o governo poderá negociar presidências e vice-presidências dos dois bancos para formar base no Congresso, num cenário mais adverso na próxima legislatura. A Caixa não comentou.
Petrobras e Correios
Ainda segundo O Globo, Lula deve manter Magda Chambriard, escolha pessoal dele, na presidência da Petrobras, e a tendência nos Correios é manter Emmanoel Schmidt Rondon, visto no governo como escolha técnica.
O que falta saber
É informação de bastidor atribuída a O Globo e a fontes não identificadas; não há confirmação do Planalto nem dos bancos. A foto de arquivo é de 2023 e mostra Lula com a então presidente da Caixa, Rita Serrano. Os Poderes leu a reportagem, sem apuração própria.






















