O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem dado recados de que não pretende facilitar a vida do centrão nas negociações por espaço na Esplanada em seu quarto governo. Segundo auxiliares, os partidos terão de comprovar a entrega de votos no Congresso, e o tamanho dos ministérios de cada sigla será proporcional a esse mapeamento: quem entregar mais votos terá as maiores pastas. Interlocutores dão como exemplo uma sigla que entregue 15 votos e receba um ministério equivalente a eles.
Por que o critério
Segundo esses relatos, a cobrança nasce de um apelo por fidelidade: no terceiro mandato, o centrão ganhou espaço no governo sem formar uma base sólida para Lula no Congresso, e a base foi testada a cada votação. Para 2027, a previsão é de um Congresso mais inclinado à direita, com bancadas expressivas do PL na Câmara e no Senado, e o governo quer uma base menos flutuante e saber com exatidão com quantos votos pode contar nas prioridades.
Articulação política em disputa
Expoentes do centrão defendem que a função de articulação política fique com um partido que não seja o PT. O nome do ex-ministro e deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) é defendido para o posto. No Palácio do Planalto, ainda não há clareza sobre a escolha de Lula; no terceiro mandato, a função foi ocupada por três petistas: Alexandre Padilha, Gleisi Hoffmann e, por último, José Guimarães.
O que é informação e o que falta
Os critérios e exemplos vêm de auxiliares e interlocutores do governo, sem declaração pública de Lula ou do Planalto sobre as regras. Não há definição oficial de quais partidos entrarão no governo nem de quantas pastas cada um terá.






















