EUA

Democratas chegam a 54 cadeiras no Senado dos EUA com sete viradas

Texas, Kansas, Iowa, Ohio, Carolina do Sul, Carolina do Norte e Maine passam de republicanos a democratas, segundo projeções; na Câmara, o partido virou 25 distritos.

Montagem com três fotos lado a lado: Adam Hamilton falando ao microfone, retrato oficial de Josh Turek e Roy Cooper discursando diante de uma bandeira dos EUA
Montagem com fotos de arquivo de três dos sete democratas que viraram cadeiras no Senado dos EUA: Adam Hamilton (Kansas, comício em 30/10/2026, CC0, origem), Josh Turek (Iowa, retrato da Assembleia de Iowa, 2023, uso livre, origem) e Roy Cooper (Carolina do Norte, comício em abril de 2026, Netwons Bucket, CC BY-SA 4.0, origem). As fotos não registram a apuração.

Os democratas chegaram a 54 das 100 cadeiras do Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, com ao menos sete viradas sobre os republicanos, segundo projeções de imprensa. Na Câmara, o partido tomou 25 distritos que estavam em mãos republicanas, em mais de dez estados. O resultado dá à oposição o controle das duas Casas pelos próximos dois anos.

As sete cadeiras que mudaram de partido

Os percentuais abaixo são projeções feitas com a apuração em andamento, não resultados oficiais certificados.

  • Texas: James Talarico, 55%, contra Ken Paxton, 43,1%. É o primeiro democrata eleito ao Senado pelo estado desde 1988. Veja a matéria sobre Talarico.
  • Kansas: o pastor metodista Adam Hamilton, 50,9%, contra o senador Roger Marshall, 46,1%. É a primeira vitória democrata em eleição para o Senado no estado desde 1932. Hamilton estava registrado como republicano até fevereiro.
  • Iowa: o atleta paralímpico Josh Turek, 50,5%, contra a congressista Ashley Hinson, 46,4%. Os republicanos venciam as disputas ao Senado no estado desde 2008, e o estado foi um dos mais atingidos pelas tarifas de Trump.
  • Ohio: Sherrod Brown, 49,7%, contra o senador Jon Husted, 45,5%, numa disputa pelos dois anos restantes do mandato conquistado por J.D. Vance em 2022. Veja a matéria sobre Brown.
  • Carolina do Sul: a pediatra Annie Andrews, 51,1%, contra a senadora Darline Graham, 46,7%. É a primeira democrata eleita ao Senado pelo estado desde 1998 e a primeira mulher a representá-lo na Casa; Trump havia vencido ali por 18 pontos em 2024. Veja a matéria sobre Andrews.
  • Carolina do Norte: o ex-governador Roy Cooper, 58,7%, contra Michael Whatley, 39,1%. Os democratas não venciam uma eleição para o Senado no estado desde 2008. Veja a matéria sobre Cooper.
  • Maine: Troy Jackson, ex-presidente do Senado estadual, 53,8%, contra a senadora Susan Collins, 46,1%, que estava na Casa havia quase 30 anos.

Câmara e o que continua indefinido

Na Câmara dos Representantes, a projeção dá a maioria aos democratas, que viraram 25 assentos republicanos em distritos de mais de dez estados. No Senado, há ainda uma vaga indefinida, no Alasca, e a apuração continua em outros pontos. O comando da Casa também muda: Mike Johnson decidiu deixar a presidência da Câmara depois da derrota republicana.

O que muda para Trump

Com a maioria nas duas Casas, os democratas poderão dificultar a aprovação de propostas, rejeitar indicações presidenciais e investigar o governo. Trump disse que aceitaria a derrota e buscaria acordos, mas postou uma imagem com a palavra “veto”, sinalizando como pode governar diante da oposição, conforme a primeira fala dele depois do resultado. Para o Brasil, o efeito sobre o tarifaço foi analisado no comentário do senador Nelsinho Trad; o quadro geral está na cobertura das midterms.

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