EUA

Troy Jackson derrota Susan Collins no Maine, indica projeção

Democrata de 58 anos, ex-lenhador, tira dos republicanos a cadeira que Collins ocupava havia quase 30 anos. Alasca e Michigan seguem sem resultado nas fontes lidas.

Montagem com retratos lado a lado do democrata Troy Jackson, à esquerda, e da republicana Susan Collins, à direita
Montagem de duas fotos de arquivo: Troy Jackson no Senado do Maine, em 2023 (ArenLeBrun — CC0), e retrato oficial de Susan Collins, de 2014 (Congresso dos EUA — domínio público). As imagens não registram a eleição. Origem da foto de Jackson. Origem da foto de Collins.

O democrata Troy Jackson, de 58 anos, venceu a disputa pelo Senado dos Estados Unidos no Maine e derrotou a republicana Susan Collins, que ocupava a cadeira havia quase 30 anos, segundo projeção da CBS News citada pela BBC News Brasil e reportagem de O Globo. Projeção é estimativa de veículo de imprensa, não resultado oficial.

O que se sabe

  • Quem perdeu: Collins, de 73 anos, buscava o sexto mandato. A BBC lembra que ela foi uma das poucas senadoras republicanas a votar pela condenação de Donald Trump no segundo processo de impeachment, em 2021, e que apostava na imagem de centrista para atrair independentes; a campanha testava se um republicano conseguiria se eleger mantendo distância de Trump. O Globo diz que ela é a última senadora republicana da Nova Inglaterra e que foi eleita pela primeira vez em 1996.
  • Quem ganhou: Jackson é ex-lenhador e foi presidente do Senado estadual do Maine entre 2018 e 2024, segundo O Globo. A BBC diz que ele começou na política ao ajudar a liderar um protesto contra a contratação de trabalhadores canadenses com salários mais baixos. O Globo informa que ele chegou à disputa depois de uma mudança de última hora na candidatura democrata.
  • Temas da campanha: custo de vida, em especial o preço dos combustíveis, e a defesa da pesca de lagosta, segundo O Globo. Os dois candidatos se opunham às tarifas de Trump sobre o Canadá, que atingem o Maine, estado que faz fronteira com o país, segundo a BBC. Jackson defende acabar com o ICE, a agência federal de imigração, posição que Collins rejeitava.
  • Peso político: o Maine vota em candidatos democratas nas eleições presidenciais desde 1992, segundo O Globo, mas Collins se reelegia com desempenho acima do de seu partido. A BBC trata a derrota como uma das cinco viradas democratas em disputas que a análise eleitoral Cook Political Report classificava como indefinidas (Texas, Ohio, Kansas, Iowa e Maine).

O que falta

A BBC diz que as disputas do Alasca e de Michigan ainda não tinham resultado no momento de sua atualização e que, mesmo assim, as projeções indicavam que os democratas manteriam a maioria no Senado, com o resultado nesses dois estados capaz de mudar apenas o tamanho dela. Segundo a emissora, a CBS projetou 51 cadeiras democratas, número que garante a maioria, e depois mais duas, chegando a 53 das 100. A CNN Brasil afirma que o tamanho exato das maiorias ainda não estava definido. Os números não foram conferidos em fonte oficial.

Mais sobre a noite: cobertura completa das midterms, Kansas e Iowa e Alasca.

Texto publicado em 4 de novembro, às 4h17, com base na BBC News Brasil (3/11, atualizada em 4/11 às 3h39), em O Globo (4/11, 2h19) e na CNN Brasil (4/11, 1h36). A imagem é uma montagem de fotos de arquivo e não registra a eleição.

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