EUA

Democratas viram Kansas e Iowa no Senado, indicam projeções

O pastor Adam Hamilton seria o primeiro democrata eleito pelo Kansas desde 1932; Josh Turek, bicampeão paralímpico, venceria em Iowa, estado que Trump ganhou três vezes.

O democrata Adam Hamilton, de cabelos grisalhos e óculos, fala ao microfone em comício ao ar livre em Newton, no Kansas.
Adam Hamilton em comício em Newton, Kansas, em 30/10/2026. Foto de arquivo: Leoniceno — CC0. A imagem não registra a apuração desta noite. Origem da fotografia. Condição de uso.

Projeções do Decision Desk, citadas pelo O Globo, indicam que os democratas conquistaram mais duas cadeiras do Senado hoje republicanas, no Kansas e em Iowa, estados vencidos por Donald Trump nas últimas eleições presidenciais. Projeção é estimativa de veículo ou empresa de dados, não resultado oficial.

Kansas: primeiro democrata desde 1932

Segundo o O Globo (reportagem das 1h08 desta quarta-feira, 4), o Decision Desk projeta que o pastor metodista Adam Hamilton, de 62 anos, derrotou o senador republicano Roger Marshall. Ele seria o primeiro democrata eleito para o Senado pelo Kansas desde George McGill, em 1932; desde então, todos os 13 senadores eleitos pelo estado foram republicanos, e Trump venceu o estado em 2024 por uma das maiores margens do país.

O jornal atribui a abertura da disputa à insatisfação com a economia, em especial entre agricultores, citando a alta do diesel depois do início da guerra no Irã e a decisão do governo de eliminar tarifas de importação sobre carne bovina estrangeira. Pesquisas nas semanas anteriores já mostravam Hamilton à frente. Natural do Kansas, ele fundou em 1990 uma congregação na região de Kansas City que se tornou uma das maiores igrejas do estado.

Iowa: ex-atleta paralímpico derrota republicana

Em outra reportagem (1h19), o O Globo informa que o Decision Desk apontou a vitória do democrata Josh Turek, de 47 anos, sobre a republicana Ashley Hinson em Iowa, estado que Trump ganhou nas três últimas eleições presidenciais. Turek, ex-jogador de basquete em cadeira de rodas, é bicampeão paralímpico (Rio 2016 e Tóquio 2020, além do bronze em Londres 2012) e entrou na política em 2022, quando se elegeu para a Assembleia estadual por seis votos de diferença.

O que isso significa para o controle do Senado

Antes da votação, os democratas precisavam manter todas as cadeiras que tinham e conquistar ao menos quatro hoje republicanas, segundo o O Globo. A CNN Brasil publicou às 1h36 (atualizada às 1h52) que a projeção da CNN é de que o partido conquiste o controle da Câmara e do Senado; segundo a emissora, os democratas venceram no Texas, em Ohio, no Kansas, em Iowa e na Carolina do Sul, e o tamanho final da maioria ainda não está definido, porque a apuração continua. O Globo soma, na manchete de sua cobertura, seis cadeiras tiradas dos republicanos: Texas, Carolina do Sul, Carolina do Norte, Iowa, Ohio e Kansas.

A CNN Brasil lembra que o controle das duas Casas só mudou de mãos no mesmo ciclo duas vezes nos últimos 50 anos, que o poder de veto de Trump e a exigência de 60 votos no Senado dificultam aprovar a maior parte da agenda democrata, e que a maioria pode, por outro lado, investigar o governo e barrar indicações judiciais, inclusive à Suprema Corte. As fontes lidas não informam o resultado de outras disputas ainda abertas, como as do Alasca, de Michigan e do Maine.

Acompanhe o conjunto da noite na cobertura principal: midterms dos EUA: resultados e o que está em jogo.

Texto publicado em 4 de novembro, às 2h17, com base nas reportagens do O Globo (1h08 e 1h19) e da CNN Brasil (1h52), lidas na íntegra. As projeções são do Decision Desk e da CNN, não de órgão oficial; os números não foram conferidos em fonte oficial. A foto é de arquivo e não registra a apuração.

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