Passada a eleição, o PT expõe um racha na corrente do próprio Lula. Segundo a coluna Bastidores, de Vera Rosa, no Estadão, o presidente do partido, Edinho Silva, quer tirar do papel pedidos de abertura de processo na Comissão de Ética contra o prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá, um dos vice-presidentes do PT. O mais antigo dos pedidos é de 2021.
O que diz Edinho
Edinho fala em uma saída negociada de Quaquá e afirma que, se ela não for possível, haverá um “divórcio litigioso”, porque o partido passará por profundas mudanças. Segundo a coluna, a “reconstrução” do PT foi acertada por ele em conversa de três horas com Lula após o segundo turno. À coluna, Edinho disse que o presidente quer que o partido interprete a mobilização das ruas e traga a juventude, e que o PT não pode ser um amontoado de projetos pessoais.
O que dizem os pedidos contra Quaquá
Entre os pedidos, segundo a coluna, estão a defesa que Quaquá fez dos irmãos Brazão no caso do assassinato de Marielle Franco, falas sobre a atuação da polícia do Rio na Operação Contenção e a divulgação de uma foto em que aparece abraçado ao então colega Eduardo Pazuello (PL-RJ), que petistas consideraram uma indignidade. A coluna não informa decisão da Comissão de Ética sobre nenhum deles.
A reação de Quaquá
Quaquá, que durante a campanha criticou em vídeo a estratégia de Edinho, reagiu à coluna dizendo que o dirigente quer transformar o PT em um partido autoritário, fascista e stalinista, e que continuará disputando os rumos políticos e a direção da sigla. As afirmações de Quaquá sobre a conduta pessoal de Edinho não foram verificadas e não são reproduzidas aqui.
O grupo e o contexto
Quaquá integra a ala conhecida como “CNB do B” da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), da qual fazem parte, segundo a coluna, a tesoureira Gleide Andrade, o vice-presidente Jilmar Tatto, os senadores Beto Faro e Humberto Costa e o ministro José Guimarães (Relações Institucionais). Lula perdeu em Maricá para Flávio Bolsonaro, que ele derrotou no segundo turno. Mais cedo, Edinho comentou a pressão sobre ministros do STF (veja).






















