EUA

Congresso dos EUA não pode deportar Flávio, mas pode investigar

Brasileiros pedem a democratas a deportação do senador; especialistas dizem que a decisão cabe ao Executivo, mas uma maioria democrata poderia pressionar o governo Trump.

Montagem com dois registros: à esquerda, o senador Flávio Bolsonaro de cabeça baixa diante de um microfone; à direita, a fachada leste do Capitólio dos Estados Unidos, em Washington.
Montagem com duas fotos de arquivo: o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em entrevista no Senado, em 30/4/2026 (Senado Federal — CC BY-SA 4.0), e o Capitólio dos EUA, em Washington, em 2/9/2013 (Martin Falbisoner — CC BY-SA 3.0). As imagens não registram o fato atual. Origem da foto de Flávio. Origem da foto do Capitólio. Condição de uso (CC BY-SA 4.0). CC BY-SA 3.0.

Uma eventual maioria democrata no Congresso dos Estados Unidos não tem poder de deportar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas poderia abrir investigações e pressionar o governo Trump sobre a permanência dele no país, segundo especialistas ouvidos pelo g1. Os americanos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato.

O pedido nas redes

Brasileiros têm pedido a políticos democratas, nas redes sociais, a deportação de Flávio, que chegou aos EUA na semana passada depois de deixar o Brasil. Segundo o g1, a hashtag #DeportTheBolsonaros ficou entre as mais compartilhadas do X no Brasil na sexta-feira (30). O comentarista político e integrante do Partido Democrata Isaiah Martin tem dito nas redes que, com maioria democrata, o senador seria deportado, segundo a reportagem.

O que o Congresso pode e não pode fazer

  • Deportar ou expulsar: não cabe ao Congresso. A permanência de estrangeiros nos EUA envolve órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e o Departamento de Segurança Interna, ambos subordinados a Trump, segundo especialistas citados pelo g1. “Não está na sua jurisdição”, disse Roberto Uebel, da ESPM.
  • Investigar: uma maioria democrata poderia abrir apurações sobre a atuação de autoridades do governo Trump na saída de Flávio do Brasil e sobre a concessão de vistos a ele e à família, segundo o g1.
  • Pressionar: investigações e cobranças públicas poderiam aumentar o desgaste político do governo Trump e influenciar uma decisão sobre a permanência do senador, mas não a determinam, segundo os especialistas.

O professor Vitelio Brustolin, da UFF, lembrou que deportação, revogação de visto e expulsão são coisas diferentes: revogar o visto não implica saída automática do país. Ainda segundo o g1, a revogação de vistos é atribuição do Departamento de Estado.

Prioridade baixa

Os especialistas avaliam que o caso de Flávio dificilmente estará entre as prioridades dos democratas, que tendem a concentrar esforços em limitar Trump, no custo de vida e na eleição presidencial de 2028. Tomaz Paoliello, da PUC-SP, reconhece a capacidade de pressão do Congresso americano, mas considera pouco provável que ela resulte em medidas concretas contra o senador.

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Texto elaborado em 3 de novembro, à 1h30, com base em reportagem do g1 de 3/11, lida na íntegra. As avaliações são de especialistas ouvidos pelo g1; este portal não consultou os citados nem o senador, e não há, nas fontes lidas, manifestação de Flávio Bolsonaro sobre o tema.

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