Uma eventual maioria democrata no Congresso dos Estados Unidos não tem poder de deportar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), mas poderia abrir investigações e pressionar o governo Trump sobre a permanência dele no país, segundo especialistas ouvidos pelo g1. Os americanos votam nesta terça-feira (3) nas eleições de meio de mandato.
O pedido nas redes
Brasileiros têm pedido a políticos democratas, nas redes sociais, a deportação de Flávio, que chegou aos EUA na semana passada depois de deixar o Brasil. Segundo o g1, a hashtag #DeportTheBolsonaros ficou entre as mais compartilhadas do X no Brasil na sexta-feira (30). O comentarista político e integrante do Partido Democrata Isaiah Martin tem dito nas redes que, com maioria democrata, o senador seria deportado, segundo a reportagem.
O que o Congresso pode e não pode fazer
- Deportar ou expulsar: não cabe ao Congresso. A permanência de estrangeiros nos EUA envolve órgãos do Executivo, como o Departamento de Estado, chefiado por Marco Rubio, e o Departamento de Segurança Interna, ambos subordinados a Trump, segundo especialistas citados pelo g1. “Não está na sua jurisdição”, disse Roberto Uebel, da ESPM.
- Investigar: uma maioria democrata poderia abrir apurações sobre a atuação de autoridades do governo Trump na saída de Flávio do Brasil e sobre a concessão de vistos a ele e à família, segundo o g1.
- Pressionar: investigações e cobranças públicas poderiam aumentar o desgaste político do governo Trump e influenciar uma decisão sobre a permanência do senador, mas não a determinam, segundo os especialistas.
O professor Vitelio Brustolin, da UFF, lembrou que deportação, revogação de visto e expulsão são coisas diferentes: revogar o visto não implica saída automática do país. Ainda segundo o g1, a revogação de vistos é atribuição do Departamento de Estado.
Prioridade baixa
Os especialistas avaliam que o caso de Flávio dificilmente estará entre as prioridades dos democratas, que tendem a concentrar esforços em limitar Trump, no custo de vida e na eleição presidencial de 2028. Tomaz Paoliello, da PUC-SP, reconhece a capacidade de pressão do Congresso americano, mas considera pouco provável que ela resulte em medidas concretas contra o senador.
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Texto elaborado em 3 de novembro, à 1h30, com base em reportagem do g1 de 3/11, lida na íntegra. As avaliações são de especialistas ouvidos pelo g1; este portal não consultou os citados nem o senador, e não há, nas fontes lidas, manifestação de Flávio Bolsonaro sobre o tema.






















