A última rodada de pesquisas do New York Times e da Universidade Siena antes das eleições de meio de mandato põe os democratas à frente em seis dos sete estados que decidem o controle do Senado: Texas, Kansas, Maine, Ohio e Michigan, com vantagens de 5 a 11 pontos, e Alasca, por 2 pontos. Em Iowa, o resultado é de empate técnico. Os dados foram divulgados na noite de domingo (1º) e relatados por O Globo e Veja; só 38% dos prováveis eleitores nesses estados aprovam Trump.
Estado por estado
| Estado | Democrata | Republicano | Diferença | Cadeira hoje |
|---|---|---|---|---|
| Texas | James Talarico, 50% | Ken Paxton, 43% | +7 | Republicana |
| Maine | Troy Jackson, 51% | Susan Collins, 45% | +6 | Republicana |
| Kansas | Adam Hamilton, 49% | Roger Marshall, 44% | +5 | Republicana |
| Ohio | Sherrod Brown, 49% | Jon Husted, 44% | +5 | Republicana |
| Michigan | Abdul El-Sayed, 53% | Mike Rogers, 42% | +11 | Democrata |
| Alasca | Mary Peltola, 48% | Dan Sullivan, 46% | +2 | Republicana |
| Iowa | Josh Turek, 48% | Ashley Hinson, 47% | +1 (empate técnico) | Republicana |
As amostras vão de 610 entrevistados (Alasca) a 1.215 (Texas), segundo O Globo; os textos consultados não informam as margens de erro. Em levantamentos por amostragem, diferenças pequenas como as do Alasca e de Iowa costumam estar dentro da margem de erro e não indicam quem lidera.
O que move os números
A pesquisa aponta a insatisfação com Trump e com a gestão da economia como motor da vantagem democrata. Só 38% dos prováveis eleitores nos sete estados aprovam o desempenho do presidente, índice baixo porque ele venceu em cinco deles por dois dígitos há dois anos. Os democratas têm vantagem de nove pontos na confiança para lidar com o custo de vida e lideram nesse quesito em cada estado.
Segundo O Globo, os candidatos republicanos ao Senado têm só cerca de um quarto dos votos de latinos e jovens, e entre brancos sem diploma universitário aparecem com 56%, contra 74% de Trump em 2024, de acordo com pesquisas de boca de urna. Os democratas também lideram entre os independentes em todos os estados. No Kansas, a alta do diesel após a guerra no Irã e a decisão do governo de eliminar tarifas sobre a carne bovina estrangeira decepcionaram fazendeiros. No Texas, 49% dos prováveis eleitores veem Talarico de forma favorável e 39%, desfavorável; para Paxton, são 33% e 54%.
Em relação às pesquisas do próprio jornal em setembro, os democratas melhoraram em seis dos sete estados (Iowa, Kansas, Maine, Michigan, Ohio e Texas) e perderam terreno só no Alasca.
Os alertas para os democratas
- Indecisos de última hora: quem decidiu o voto só no último mês favorece os republicanos por nove pontos.
- Eleitores brancos de trabalho manual: grupo difícil de alcançar em pesquisas, com margem de erro historicamente maior, segundo O Globo.
- Histórico: há seis anos, a senadora Susan Collins aparecia atrás em todas as pesquisas e se reelegeu com tranquilidade. E, como lembra a BBC News Brasil, Trump teve resultado melhor nas urnas do que nas pesquisas em 2016 e 2024.
- Michigan: o levantamento foi feito antes de Haley Stevens, derrotada por El-Sayed nas primárias, declarar apoio ao republicano Mike Rogers neste fim de semana.
- Alasca: segundo O Globo, uma investigação do New York Times revelou que articuladores alinhados a Mary Peltola recrutaram outro candidato de nome Dan J. Sullivan, o mesmo do senador, para concorrer como republicano e desviar votos. A pesquisa foi feita em boa parte antes da reportagem, e Peltola foi a única democrata a perder terreno em relação à rodada anterior. A reação da campanha dela não consta nos textos lidos. A disputa judicial sobre o homônimo está em outra matéria do site.
Sinais de alerta para os republicanos
Em Ohio, 82% dos republicanos aprovam Trump, mas os que o aprovam “fortemente” caíram de 63% em junho para 51%. O jornal também fez, na semana passada, uma pesquisa que mostrou empate na Carolina do Sul, estado de forte maioria republicana. A Carolina do Norte não foi incluída na rodada: levantamentos mostram há tempos o democrata na liderança, e os republicanos reduziram os gastos de campanha no estado, segundo O Globo.
A conta do Senado
Para controlar o Senado, os democratas precisam defender todas as 45 cadeiras que têm e conquistar ao menos quatro hoje republicanas, tarefa considerada difícil porque várias estão em redutos de Trump. A matéria sobre as oito disputas traz o mapa completo, e a cobertura geral das midterms reúne o que está em jogo na terça (3).
Texto baseado nas reportagens de O Globo (relato do levantamento, atualizado às 8h58 de 2/11) e da Veja (texto aberto, lido até o fim), e na análise da BBC News Brasil sobre a precisão das pesquisas. A publicação original do New York Times e da Siena, com metodologia e margens de erro, não foi lida.






















