Os Estados Unidos atacaram nesta segunda-feira (2) a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz, informou o Wall Street Journal, citando autoridades americanas. A agência estatal iraniana IRNA e outros veículos do país relataram explosões no local. O Comando Central dos EUA (Centcom) não respondeu de imediato ao pedido de comentário, segundo o g1.
O que se sabe
- Explosões: veículos iranianos relataram cinco explosões e dois aviões avistados por moradores, segundo o Poder360.
- Ofensivas limitadas: o ataque seria o mais recente de uma série de ações de menor escala feitas por Washington nas últimas semanas, mantidas deliberadamente em segredo, segundo o jornal americano. Ao contrário do início da guerra, autoridades dos EUA não anunciam nem confirmam as operações.
- Sinal político: segundo uma autoridade ouvida pelo jornal, o formato discreto busca indicar que os EUA não pretendem retomar grandes operações na região.
- A ilha: Qeshm é a maior do Golfo Pérsico, com 1.200 a 1.500 km², e abriga, segundo o Poder360, um depósito subterrâneo de mísseis, uma base naval e uma usina de dessalinização. Já havia sido alvo de ataques americanos.
O que Trump disse no mesmo dia
Em discurso em Washington, Trump afirmou que o Irã quer fazer um acordo e que isso “pode acontecer”, segundo o Poder360. Questionado por jornalistas se pensava em atacar o Irã depois das eleições de meio de mandato, respondeu “não”, segundo o g1. Do lado de Teerã, autoridades dizem que as negociações seguem, com mediação do Qatar, segundo o Poder360.
Os dois países estão em guerra desde 28 de fevereiro, segundo o g1. No domingo (1º), o porta-voz do Exército iraniano respondeu às ameaças de Trump dizendo que uma nova guerra pode durar mais que a anterior. Veja também o que o presidente disse sobre um possível golpe contundente no Irã.
Limites da informação
O ataque não foi confirmado pelo governo americano, e as informações sobre alvos e danos vêm do jornal e de veículos iranianos, não de fonte oficial. A matéria será atualizada se houver confirmação ou novos fatos. A cobertura das eleições nos EUA segue na matéria principal.
Texto produzido às 23h de 2 de novembro com base em reportagens do g1 e do Poder360, lidas na íntegra.






















